Boas Meninas

O dia-a-dia das meninas do bem.

30.1.05

Eu digo sim!




Ah, eu tava jurando que casar no cartório seria o maior mico do mundo. Fiquei até decepcionada!! Foi super tranqüilo, rápido, discreto. Nem mesmo o arroz que nossas testemunhas levaram para dar sorte e que sobreviveu nos meus cachinhos até o fim da minha noite de núpcias foi divertido.

A verdade é que a idéia de casamento comunitário me deixava um pouco apreensiva. Em minha mente vinha aqueles cenas com 20 casais, noivas de vestido branco, pais bravos, grávidas à beira de ter nenéns, presidiários, todo o tipo de casamento não-tradicional. E eu, jurando que seria subversiva, seria a única noiva moderninha e descolada do lugar. Que nada. (Ou ledo engano, para citar uma lenda). Foram poucos casais, todo mundo absolutamente normal. E as exceções eram mais que discretas – dentro das minhas expectativas. No máximo uma noiva loira, maquiada e vestida para uma mega festa de casamento no Espaço da Corte, rosa vermelha na mão. Mas ela estava tão feliz que nem dava coragem de ser sarcástica com a super produção para 17h no Venâncio 2000...

E a “cerimônia” em si, é super tranqüila. Rápida, sem muitos discursos. “Sim, estou aqui de livre e espontânea vontade”. Troca de alianças (com direito a noivo nervoso e atrapalhada, hehehe), beijo. Juíza e auxiliar super simpáticas. Aliás, todo mundo no cartório era super simpático. Como se todos acabassem sendo bem felizes de estar ali, celebrando o amor (sim, era o meu casamento, mereço ser brega e romântica!!!).

O melhor mesmo – bom, melhor para um texto de blog – foi a comemoração rápida com nossas testemunhas. Um chope (ai, eu nem tomo chope) num barzinho de happy hour do Venâncio, ao som de Zeca Pagodinho... não foi a minha cara??????????