Boas Meninas

O dia-a-dia das meninas do bem.

27.12.04

Ufa, passou!



Acabou Natal, passaram as obrigações de compras, já comi o que podia e o que não podia. Reencontrei parente e agregados que nem lembrava que existia, ganhei os mesmos presentes “super úteis e do tamanho certo” de todo ano. Pelo menos me restou um consolo: descobri que não sou a única que perdeu a paciência com o Natal!!!

Percorrendo os blogs, alheios notei a quantidade de posts ranzinzas e mal humorados com a tal tradicional festa de fim de ano. Ah, galera, vamos lá. Natal é um saco. Há muito tempo essa data deixou de ser sinônimo de montes e montes de presentes e comidas maravilhosas. Depois que virei boa menina adulta, inexplicavelmente, os presentes tornaram-se muito mais pesadelos do que lembranças. E as comidas... bom, em tempos de balzaca, peru, rabanada, panetone e queijo parecem muito mais tortura do que prazer. Então... qual é mesmo o escopo do Natal?!?

Ah tá, reunir a família. Bom, minha mãe e irmãos não moram aqui. Moram numa cidade chatézima a 700 km da capital. Cidade que nunca dá vontade de visitar. Então Natal para mim sempre começa com o estresse de decidir entre ficar aqui – e arrumar uma desculpa convincente que justifique o ataque de filha desnaturada – ou encarar a estrada e passar o feriado numa cidade que nem cinema tem. Quando a opção é ficar aqui (o que acontece na maioria das vezes) me resta a inevitável festa de família (com a família daqui). Seria sensacional, se não aparecessem tantos parentes vindo do além. Será que não dá para perceber que não é por acaso que ninguém se encontra o ano inteiro???

Desculpem o restinho de mau humor. Este ano, tive momentos surreais de Natal. Meus presentes (os contabilizáveis, claro) foram todos monotemáticos: casamento. Ganhei lingeries, camisolas e... um conjunto inacreditável de vassouras e pá de lixo. Como diz minha amiga Carol, “um amooooor”! Pintado a mão, bordado, e até com acolchoamento para evitar calos. Preciso dizer mais?

Preciso, porque teve mais. Numa conversa aparentemente inocente, em que eu ainda me vi obrigada a exibir minha aliança linda (ok,ok, não estava sendo sacrifício nenhum mesmo), tive de ouvir a seguinte pergunta: “vc vai casar? Ah, legal. Ele é coroa?” “Como assim?”, pergunto eu, sem entender, mas já farejando a maldade... “Ah, tudo bem se for um coroa rico...”

Pera lá!!! Com todo respeito a quem casou com coroas por amor, eu lá tenho cara de quem precisa de coroa rico para casar?!?! Tá achando o quê, que estou encalhada, à espera de um velho trouxa que me dê um nome?!?! Que garanta o fim dos meus dias?? Nossa senhora, se isso é espírito natalino, desculpa aê. Sou mais o carnaval.


P.S. Já consigo abrir as mensagens do hotmail!!