Boas Meninas

O dia-a-dia das meninas do bem.

28.7.04

Sem medo de ser feliz




Em uma conversa animada ontem, ouvi do meu cunhado (não o baiano, o americano, hehehe) que os amigos dele andam sem disposição para se apaixonar. Depois de tantos amores, tantos sofrimentos e tantas emoções, eles andavam sem saco de se envolver de verdade. Naquele esquema “deixa quieto”.

Na hora, fiquei horrorizada, “Ai, que absurdo!”, rebati. Mas nem pensei direito sobre o que ele tinha dito. Só fui me tocar depois. Nas últimas 48 horas, eu repeti a mesma frase três vezes, para pessoas diferentes: “Estou velha demais para encarar aventuras”. O mesmo sentimento que descrevi em um post anterior, num desabafo em plena TPM. Estou sem disposição para me arriscar. Mesmo sem me dar conta, eu estou agindo da mesma forma que os amigos do meu cunhado...

A constatação me deixou um pouco assustada. COMO ASSIM??!! Eu sempre me considerei ousada, determinada... Já fiz loucuras por amor! Para dar um exemplo construtivo, peguei um ônibus daqui para Belo Horizonte, mentindo para minha família, sem nunca ter pisado na cidade e não ter nenhum conhecido lá, só para encontrar um cara com quem tinha ficado por apenas um final de semana! Lembro que, na viagem, só rezava para ele me reconhecer... E deu tudo certo. Tão certo que namoramos por dois anos, no esquema mais “felicidade total” possível (só para contextualizar, ele é o meu ex mineiro que casou há algumas semanas).

Então, como assim agora eu sou uma mulher que não se arrisca mais?! Caí na maldita defensiva que meu amigo Marcos Adriano identificou em nossas vidas e não cansa de alertar a todos. Estou sem ânimo de viver as coisas, simplesmente para não correr o risco de sofrer alguma hora. Ah, convenhamos!! Quem disse que ser cautelosa te previne de roubadas?? A roubada pode estar escondida na carinha mais doce do mundo. No colega de trabalho tããããão legal. No empresário confiante e bem-sucedido. No jornalista intelectual e sensível. Em qualquer lugar!! Roubada é circunstância, mais do que caráter. E ninguém está imune a ela.

Diante disso, decidi que voltarei a ser uma mulher corajosa. Claro que vou continuar me preservando. Mas com um pouco mais de audácia. Vou sair dessa tal defensiva que acorrentou a todos nós. Em relação a tudo na minha vida.

E o primeiro passo é encarar de frente uma história que se arrasta há exatos 11 anos e cinco meses. O máximo que pode acontecer é esse aquariano pirar de novo – como já aconteceu algumas vezes. Mas eu não vou ter perdido nada. E só saberei se tentar, né? Baby, tá com vc agora.

(Ah, a foto é uma homenagem ao salto que daria este final de semana e, mais uma vez, tive de adiar. André, desculpa mais uma vez e não desiste de mim, tá?)