Boas Meninas

O dia-a-dia das meninas do bem.

24.7.04

Vida de solteira em qualquer lugar



Ontem fui ao teatro com minha mãe, minha tia e minha prima. Peça boba com globais, na Martins Pena. A combinação de um programa mulherzinha-familiar em plena sexta-noite com o personagem mega-canalha do Humberto Martins (lembram dele? O canastra careca, barrigudo e com um furo no queixo) me fez pensar em como vida de solteira é clichê.

No final, todas as solteiras se parecem. Seja eu, minhas amigas, as meninas que fazem os blogs por aí, as jornalistas dos 02 neurônios, as mulheres da tevê ou as que inspiraram a peça de ontem. E, claro, os homens agem exatamente da mesma forma com qualquer uma de nós. Como somos óbvias!!!

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Acabei de ler um texto da Martha Medeiros sobre a procura do amor. Se quiserem conferir, está postado no blog Mulé Pré-balzaca, devidamente linkado ao lado.

Tem tudo a ver com o momento que estou vivendo agora. Tive um surto de inteligência e percebi que amor não é remédio para infelicidade. Coisa que deveria ter visto antes, considerando que meu casamento acabou exatamente por isso. O amor existia, estava lá. Mas todo o resto estava um caos tão grande que não deu para segurar a onda. E foi ficando pior depois que separei. O caos estava ainda maior e eu tentando desesperadamente me apaixonar. Resultado: só me machuquei.

Agora, tudo entrou novamente nos eixos. Escrevendo um e-mail para um amigo me dei conta de como estou bem. De como tudo de repente parece estar dando certo. A mudança de emprego foi o catalizador de um processo que começou no carnaval da Bahia. Estou em paz, auto-estima intacta, cheia de planos, feliz com pequenas coisas. Como ir ao teatro numa sexta à noite com a minha mãe.

E aí, de repente, não mais que de repente, o amor começa a dar pinta. À medida que vamos exorcizando fantasmas antigos, o horizonte parece clarear ao nosso redor. E o amor vai aparecendo. Tímido ainda, realizando fantasias universitárias. Ou promissor, em e-mails sugestivos. Fato é que, o amor acaba aparecendo. É só não fazer mais diferença.