Boas Meninas

O dia-a-dia das meninas do bem.

23.8.04

Irmandade da lua



U-hu, fiz mais uma tatuagem!!! Agora eu, Cici, Rô e Val exibimos orgulhosamente uma lua crescente em nossos corpos. O símbolo representa a feminilidade, a fertilidade e o crescimento. Perfeito para todas nós.

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Esse final de semana, pela primeira vez desde que cortei o cabelo, deixei os meus cachinhos tomarem forma. O visual foi super aprovado pelas meninas e, concordo com elas, ficou estiloso e moderninho (ouvi até de um bonitinho que era muito stile. Que orgulho!!) Mas, liberar os cachos acabou desencadeando (mais) um enorme processo de análise da minha vida...

Me vendo no sábado de manhã de cabelo cacheado e moderninho, saia argentina, sandalinha e colares, tomei um susto. Pensei “ei, essa aí é que sou eu!! Então... quem é essa escovada, de unha sempre feita, blazer e scarpin que dominou o meu corpo nos últimos meses???!!”

Pois é, uma coisa aparentemente boba me jogou numa enorme crise de identidade. Parece que vivi dez anos nos últimos 16 meses. Troquei de casa, de carro, de emprego, de corte de cabelo, de estado civil, fiz duas tatuagens e um piercing, fui à Bahia, à Goiânia e a Buenos Aires, beijei muitas bocas, entrei em pelo menos uma grande roubada, mudei de paradigmas, conheci gente nova, revivi velhos amores... ufa! Daí, nem sei ao certo como, a Michele que eu revi sábado foi sendo substituída... E meio que ficou no passado. É como se ela não fizesse mais parte desse meu novo dia-a-dia, como se tivesse se distanciado desse rumo que a minha vida tomou. E junto com ela, ficaram longe conceitos, ambições, preconceitos e medos que ela carregava.

Não consigo hoje fazer uma avaliação de qual das duas é melhor, mais legal ou mais nobre. A Michele antiga vive comigo há muito tempo, dividimos tanta coisa que é impossível fazer uma avaliação imparcial. Já essa nova... bom, eu ainda tô aprendendo a conhecer. Ela me surpreende e me assusta. Mas me atrai por ser mais tranqüila, alto astral, flexível... Enfim. O mais importante, porém, foi saber que sempre pode aparecer uma nova Michele por aí, né?