Vapor barato ou ando tão à flor da pele
Sim! Eu estou tão cansado, mas não pra dizer
Que eu não acredito mais em você
(...)
Sim eu estou cansado mas não pra dizer
Que eu estou indo embora
Talvez eu volte. Um dia eu volto, quem sabe
Mas eu preciso, eu preciso esquecê-la
A minha grande, a minha pequena
A minha imensa obsessão
Ando tão à flor da pele que qualquer beijo de novela me faz chorar
Ando tão à flor da pele que teu olhar pela janela me faz morrer
Ando tão à flor da pele que meu desejo se confunde com a vontade de nem sei
Ando tão à flor da pele que a minha pele tem o fogo do juízo final
Um barco sem porto sem rumo, sem vela. Cavalo sem cela
Um bicho solto. Um cão sem dono. Um menino bandido
Às vezes me preservo, outras suicido
Wally Salomão/Zeca Baleiro
Nunca duas músicas combinadas tiveram tanto a ver com meu estado de espírito como essas. Que aliás, eu já adorava antes mesmo de me identificar com a letra. É isso. Andei sumida primeiro porque estou excluída digitalmente – para continuar no padrão da minha-casa-refletindo-minha-vida, agora foi meu computador que desmoronou. Quebrou, deu pau total. Mas também ando meio triste, sem conseguir escrever textos inspirados e interessantes. Acho que é ressaca emocional depois da montanha russa em que caiu a minha vida. Cansei, tô desanimada, não me enche. Tchau, não insista, como repete minha amiga Rô. Cansei de gente maluca, de gente mal resolvida, de gente confusa , de gente mal amada. Cansei de gente que usa as pessoas. Ou que trata pessoas queridas como se fossem descartáveis. Cansei.
Dá, por favor, para alguém fazer alguma coisa boa, sensata e gratuita para mim, plissss???
(ei, amigos amados, vcs não valem. Até porque, estou até sem graça de tanto que ando apelando para vossos colos...)
Pelo menos, ando afogando as mágoas na minha nova paixão: um Celta vermelho e zerado que busquei na concessionária sexta-feira...
