Primeiro encontro perfeito
Em uma das dezenas de etapas da página pessoal do Orkut – é gente, como boa internauta, estou devidamente cadastrada nesse trequinho – precisamos responder como seria o nosso encontro perfeito. Preenchi lá, super convicta: o cara é maravilhoso, te leva para jantar, depois vcs vão dançar e a noite termina com gosto de quero mais. Ok, essa pode ser mesmo a descrição do “primeiro encontro perfeito”. Mas, a verdade é que o roteiro não faz diferença. No primeiro-encontro-perfeito vc pode ir comer cachorro-quente na entrada da quadra, um crepe na esquina ou uma pizza na Dom Bosco. Não é a programação que o faz perfeito. É a magia.
Primeiro-encontro-perfeito tem de ter magia.
Tem de ter uma sucessão ininterrupta de “nossa, como ele é lindo”, “nossa, como ele é inteligente”, “nossa, como ele é atencioso”, “nossa...”
Tem de ter cavalheirismo, atenção e elogios. Tem de ter piadinhas engraçadas para ajudar a quebrar o clima. Tem de ter afinidades – então vc é vascaíno?! Caramba, eu também!
Tem de ter nervosismo e expectativa. Tem de ter beijo bom, frio na barriga e vontade de pegar mais. Tem de ter gafes charmosas, para lembrar depois. Tem de ter descoberta e admiração.
Tem de ter aquele jeitinho de sonho (eita, tá sendo tão legal...). Tem de ter declarações contidas. E declarações que saem sem querer. Tem de ter sorriso falsamente envergonhado dela. E uma certa timidez dele. Tem de ter amigo tocando no celular para parecer que somos todos requisitados. Tem de ter conta paga por ele (claro!!).
E, o principal, tem de ter segundo encontro.
