Férias, plis!
Eu deveria estar escrevendo o texto de abre para o jornalzinho de fim de ano. Sim, deveria. Deveria, aliás, ter feito isso desde ontem. Enfim, mas não consigo. Fico bloqueada para fazer as coisas quando são assim obrigação irrestrita. Vale para tudo. Para festas de confraternização. Para um texto. Para um mero telefonema. E aí eu enrolo, enrolo, enrolo. Até chegar um momento que não dá mais. Aí, eu sofro. Dez vezes mais do que sofreria se tivesse feito logo, na primeira oportunidade. Enfim, essa sou eu. E, exatamente por isso, estou escrevendo esse texto para o blog. E não o abre do jornalzinho.
Esta semana vem sendo especialmente estressante. Estou procurando apartamento. Eu tinha até esquecido como é o calvário de procurar apartamento. Parece que Brasília é uma cidade de 10 mil habitantes, com 100 anos de existência. Não tem apartamento vago em lugar nenhum. E os que têm são simplesmente detonados. Já vi de tudo nessa peregrinação. Cozinhas de azulejo azul turquesa, apartamentos sem janela nenhuma (juro!), paredes decoradas de laranja e marrom, quartos que ou cabem a cama ou cabem o armário... Ai, ai. Enquanto isso, meu sonho de mudar de apê, decorar minha casa nova e começar minha vida de mulherzinha casada vai sendo adiado... Tomara que o noivo não canse de esperar também.
E é Natal. Quer dizer, está sendo Natal aí fora. Aqui dentro da minha casa e da minha alma, o Natal ficou pro próximo ano. Não tem um enfeitezinho ou um único lampejo de espírito natalino. Já tentei ir ao cinema ver filmes temáticos – aquele bobo com Ben Afleck, por exemplo. Até comprei panetone. Mas nada surtiu efeito. Continuo distante do Nartal. Acho que Papai Noel e suas renas perderam meu endereço dessa vez. Sequer mandei os cartõezinhos de praxe para galera (e aí está o pedido de desculpas oficial pela falha social). Sequer comprei um presente. Nem mesmo para o lindo. Out total. Inexplicável. Porque nem estou deprê. Vai entender.
É isso. Vou voltar para o abre do jornalzinho. Rezando por um recesso.
