Estudando para casar

Eu sei, estava todo mundo curioso. Eu também, admito. Nesse fim de semana, fiz o tal curso de noivos, preparatório para o casamento. Eu sinceramente, não sabia o que esperar. Temos todos aqueles preconceitos com igreja, padre, encontro de casais e similares, né? Então já fomos naqueeeeeela animação...
Mas tenho de admitir, em uma parte o curso é muito bom. Fala da realidade de uma relação a dois. E de toda a disponibilidade que vc precisa ter para que tudo dê certo. De como é preciso doação, dedicação, respeito, paciência, compaixão... aquelas coisinhas fundamentais que só quem já dividiu um teto com seu amor conhece a importância e a dificuldade. No final, o curso vale como uma boa sacudidela. Para a gente pensar e repensar se estamos fazendo o certo. E do jeito certo.
Mas como eu AINDA não virei uma carola por completo, aí vai a parte trash. Para vcs se divertirem um pouco:
Derrubando mitos
Eu tinha uma teoria, que jurava ser muito bem comprovada, de que não se conhece namorados, noivos ou maridos na night. O curso de noivas derrubou a minha tese. Entre os 13 casais noivos, de aliança no dedo e casamento marcadíssimo, um havia se conhecido na Micarecandanga, outro numa festa junina, outro numa festa em plena Academia de Tênis. Fiquei esperando o que teria se conhecido em uma Quarta Vinil do Gate´s. Tava lá gente, para quem quiser constatar. Meninos e meninas que trocaram olhares em baladas fortes e terminaram ali, na capela do Lago Sul, ouvindo palestras sobre a importância de se doar numa relação. Ainda há esperanças.
Para ficar chocada
A faixa etária média dos casais no curso de noivas era de 25 anos. Sério. Eu fiquei me sentindo a mais tia de todas. Um bando de pirralha, com 20, 23 anos, noivas e de casamento marcado há anos. O que aconteceu com a juventude de hoje????
Momento “ninguém merece”
Indiscutivelmente, o momento mais “voltamos à idade média” do curso foi a palestra do ginecologista. Plena manhã de domingo, solzão lá fora, e o doutor começou a aulinha sobre como são os órgãos reprodutores masculinos e femininos. No meio da explicação, 15 minutos perdidos na descrição do hímem. Himem? Fala sério, isso ainda existe? Alguém lá lembrava como era? Eu, sinceramente, nem tinha mais registro de que o tal “selinho” existia no mundo...
Adeptos de Ratsinger
A manhã de domingo foi realmente a melhor seleção do curso. Depois da aulinha de biologia básica, o médico começa a falar de métodos anticoncepcionais. Camisinha? Artificial e desnecessário. DIU? Praticamente um abortivo. Tabelinha? Não se pode confiar. Pílulas? Artificial e agressivo para o corpo da mulher... Solução? Abstinência!!!!
(Sejamos justos – a solução apresentada foi fidelidade/método do muco servical. Se quiserem detalhes, tenho o folheto em casa!)
Terrorismo total
O curso termina com um vídeo sobre o aborto. Beleza, eu também sou, por princípio, contra o aborto. Mas ninguém precisa ver fotos de fetos abortados por mutilação, envenenamento ou sucção, né? Videozinho científico no nível daqueles “A face da morte” (alguém se lembra?). Óbvio que, como mulherzinha grávida, pedi altas e fui embora.
P.S. Para quem acha que a peregrinação católica acabou, quarta-feira tenho entrevista com o padre da “minha paróquia”. Para saber porque eu quero casar. Mais notícias em breve.


