Boas Meninas

O dia-a-dia das meninas do bem.

29.5.05

Até a próxima (ou próximo)!




Um ano se passou. Como bem definiu meu amigo Felipe, foram 100 anos em cinco. Ou para ser mais próxima da realidade, foram uns cinco anos em um. Comecei esse blog quando voltei efetivamente à vida de solteira. Foram muitas histórias. Engraçadas, revoltantes, divertidas, sérias. Encontros, desencontros, lições.

Redescobri o mundo, reavaliei a vida, mudei as prioridades. Encontrei um cara do jeitinho que eu sonhava, me apaixonei. Como numa boa história com final feliz, casei e engravidei. Tenho certeza de que tudo vai dar certo. Já deu.

E é por isso que estou me despedindo desse blog. Não precisam lamentar. Não paro de escrever – acho que não conseguiria mais. Por enquanto, manterei o meu diário de grávida, porque afinal, fase tão linda e complexa merece ser registrada nos mínimos detalhes. Depois, estou pensando em algo diferente. Mas onde eu possa continuar a escrever, desabafar e divertir meus queridos leitores (meu Deus, quanta pretensão!!).

Obrigada pela leitura. Pelos comentários. Pelas polêmicas.

Não me esqueçam. Estarei no www.deupositivo.blogspot.com

Inté!

21.5.05

Padrão para todas

Tenho de admitir que fiquei feliz com toda esse tititi porque a Ana Paula Padrão trocou a Globo pela SBT. Lendo trocentas entrevistas dela, percebi que não importa o salário, a fama, o esquema de emprego, todo mundo tem crise existencial.

A âncora queridinha da Globo largou a empresa dizendo que “de que adianta estar na maior emissora do país se volto para casa chorando todos os dias?” Huummm, alguém acha isso familiar? E ela reclamou que não tinha vida social, não encontrava o marido, não ia ao cinema ou teatro... Enfim, parecia repórter de cidades do Correio Braziliense. A mesmíssima ladainha.

Tudo bem que ela está indo ganhar um salário especulado em R$ 250 mil. Mas vamos combinar que esse é só mais um exemplo de como a gente deixa mesmo de lado a nossa vida pessoal. E de que não vale a pena. Por dinheiro nenhum.

Vida nova (ou normal)




Ok, o casamento passou e eu estou de volta à vida normal.

Para quem ainda não ouviu isso pessoalmente, eu adorei casar. Nunca estive tão feliz como naquela noite. É uma sensação estranha – que muitas casadas já tinham me descrito como “estar em transe” – em que vc fica meio entorpecida. Mas é um entorpecimento bom. De felicidade plena. Engraçado. Eu não esperava me sentir tão bem. Todos vcs deviam experimentar.

P.S. Só espero que o noivo tenha se sentido tão feliz quanto eu... Hehehe...

5.5.05

Dias de outono



Eu amo dias de outono. De verdade.

Acordar de manhã com aquele sol lindo lá fora, mas um ventinho frio cortante que só melhora lá pro meio-dia. Sentir o calor chegar à tarde e ir embora, como por encanto, à noitinha. Adoro como os dias ficam mais claros e mais brilhantes. Meu humor se ilumina com eles.

Acho que é porque durante toda a minha infância passei as férias por aqui. Vinha de Salvador, que nesta época do ano só chove, e encontrava a cidade linda, céu azul, friozinho... Lembro daqueles redemoinhos de poeira no Guará, do frio absurdo que fazia na Torre de TV, em como todo mundo precisava estar agasalhado na Festa dos Estados (quando ela era boa, claro).

Minha memória é povoada de lembranças boas de uma Brasília que não é essa em que eu moro hoje. E acho que única vez em que essas lembranças coincidem com o que vejo do lado de fora da minha casa é no outono. Talvez por isso, goste tanto.

Então, no meio do caos que viraram essas semanas, dar de cara com um dia de outono logo cedo, tem sido um presente.

3.5.05

Sem tempo, sem histórias...



Ai, gente, não estou conseguindo escrever aqui.

Não é falta de inspiração, não, antes fosse. É pura falta de tempo mesmo. E de acontecimentos também, admito. Não quero encher vcs com esse papo chato e monotemático de casamento. E é só em torno disso que a minha vida está girando nos últimos dias.

Admito (não sem uma certa culpa) que estou cansada e meio triste. A 11 dias do grande evento, continuo tendo mil coisas para resolver, para pagar, para decidir, para acertar. Parece que não acaba nunca. E agora, inevitavelmente, também estou ficando ansiosa. Não posso engordar, porque preciso caber no vestido. Não posso esquecer de convidar ninguém, para não deixar ninguém triste. Temos de marcar um ensaio da cerimônia, para na hora, não dar tudo errado. Temos de falar com o padre (frei, na verdade), para no altar não ouvir que “a mulher tem de ser submissa ao homem, como o homem tem de ser à igreja” (já imaginaram?!?). “Tenho de” tanta coisa ainda...

E pior que, junto com tudo isso, estou ficando nervosa. É, nervosa. De me imaginar entrando na igreja, vestida de noiva, com todo mundo me olhando (ainda que esse ‘todo mundo’ sejam poucas pessoas). De pensar que é por um momento como esse que muita gente espera a vida inteira. Nervosa por não saber ao certo como vou me sentir na hora.

Enfim, passada essa fase – que termina dia 13 de maio – volto a escrever aqui decentemente. Com boas histórias, espero. Até porque estou carente de comentários. Inté.