Boas Meninas

O dia-a-dia das meninas do bem.

28.3.05

Depois do pôr-do-sol



Ok, sei que estarei quase um mês atrasada nos comentários, mas não pude resistir. Ontem assisti Antes do Pôr do sol. Adorei, sinceramente. E mais uma vez pude comprovar que sou uma pessoa que acredita no amor. (Bom, a partir de agora, quem não assistiu o filme não deve continuar lendo...)

Da primeira vez, eu tinha certeza de que os dois iriam se encontrar em seis meses. Pô, quem ia perder uma chance dessas de viver uma história cinematográfica? Mas aí, eles não se encontram. E nove anos se passam. Concordo com todo mundo que diz que é muito tempo para se manter uma história em suspenso, que as pessoas mudam muito nesse período, que eles perderam a chance. Mas vamos analisar os fatos do filme.

Muita coisa poderia acontecer nesses nove anos que se passaram. Eles ganhariam uma carreira, experiências, desilusões. Mas poderiam ter encontrado o grande amor da vida deles, casado, tido filhos, sido felizes, separado, tentado de novo. Mas não, os dois viveram sob a sombra desse amor mal resolvido. Acreditando o tempo inteiro que, sim, aquele era o grande amor da vida deles. Daí, têm de novo a chance de tentar. Vcs desperdiçariam?

Fico pensando que eu sempre acreditei mesmo no amor. Não apenas agora, que vivo essa fase “o amor é lindo”, casada com um cara que é ainda mais do que eu sonhei como perfeito (eita, marido, maior apaixonada, hein?!). Mas fico pensando nos momentos da minha vida em que fui corajosa e ousada. E em como eles deram certo, ainda que o resultado não tenha sido definitivo. De como me orgulho de cada um deles. Em compensação, tive alguns momentos de covardia, em que optei pela segurança, com medo de me arriscar. E, nesses casos, paguei o preço de arrastar por anos a sombra do “e se eu tivesse...”.

Então, vamos combinar. Se vc tivesse a oportunidade de apostar numa história, que poderia ser a “história de amor da sua vida”, vc a deixaria passar?


PS. A propósito, hoje faço dois meses de casada!!

16.3.05

De volta ao mundo dos vivos!




É isso. Estou voltando. Ainda aos poucos porque depois de meses dentro da rotina casa-trabalho-supermercado-visita à família, o processo de reencontro com a vida social tem de ser gradativo. Ou corro o risco de ter um choque comportamental.

Mas, aos poucos, vencidos o ET, o princípio do namoro, as festas de fim de ano, as férias, a lua-de-mel e, principalmente, os enjôos da gravidez, eu começo a sair de casa em horário não-comercial. A estréia foi em grande estilo Michele-cult-raízes-regionais, no show do Trio Madeira Brasil, no Clube do Choro. Admito, a idéia não foi minha. Aceitei mais enquanto mulher-que-adora-acompanhar-marido do que pela minha própria empolgação (ai, meu deus, o lindo vai me matar!). Mas foi um grande passo.

Foi muito legal voltar a me arrumar – ainda que eu tenha sofrido à beca para encontrar uma roupa estilosa que coubesse nesse novo corpo quase-sessenta –, foi legal sair à noite, ouvir boa música, namorar. E eu sobrevivi!! Não enjoei, não cansei, não fiquei entediada. E pude, então, ter coragem para encarar um programa mais Michele-cult-descolada: uma noite no CCBB.

Fui à exposição da pré-história e assisti um filme do Fellini (Cidade das Mulheres, muito bom, por sinal). E reencontrei todo o mundo alternativo que eu nem lembrava mais que existia. Nossa, fiquei tão feliz vendo aquelas menininhas de faixinha no cabelo, saia longa e sandália amarrada na perna, aquela profusão de cabelos coloridos, piercings e tatuagens...

Pensei na hora “ai, meu Deus, preciso voltar ao meu planeta!”. Sim, porque descobri que me sinto mais confortável neste mundo – cheio de gente estranha e alternativa, ainda que tudo fake – do que no trabalho, entre terninhos e cabelos escovados. (Antes que me crucifiquem, estou de cachos outra vez, ok?).

Pois é. Aos amigos que andavam criticando meu sumiço, o aviso: estou de malas prontas para voltar. Ao marido lindo que teve paciência durante o meu ostracismo, a promessa: aceitarei todos os convites agora! E às amigas, de quem estou sentindo especial saudade, o pedido: dá para sair comigo? E mais uma coisa: eu vou no Lenny Kravitz!!!

Ciumenta, eu?!!

"O ciumento acaba sempre encontrando mais do que procura." Mademoiselle Scudéry Relaxem, não estou tendo uma crise de ciúmes. Nem andei sendo vítima de uma. É que nessa fase ultra sensível do meu espírito, ando discutindo temas complexos dessa nossa vida sentimental. E ciúmes foi um deles. Escorpiana típica, tenho o ciúmes como um dos principais defeitos. Mas sofri tanto com um antigo amor, que tomei verdadeiro horror a qualquer manifestação de ciúmes. E fui criando uma verdadeira blindagem contra o sentimento. Nunca me permiti ter ciúmes. Rolava desconfiança, suspeita, incômodo? Melhor sair fora que alimentar a insegurança. Ciuminho mesmo só rolava de amigos. E só daqueles amigos do peito, sabe como é? Mas aí, me apaixonei. Amor mesmo, daqueles que até dói quando estamos longe da pessoa amada. E, claaaaaaro, o ciúmes apareceu. Mesmo sendo só aquela pontinha que cutuca quando alguma coisa boba acontece. Aquela dorzinha que dá quando pensamos que nosso amor já foi feliz um dia com outras pessoas. Como assim, né? Feliz só comigo!! Nesses momentos, entro em desespero. Ou entrava, pelo menos. Odeio sentir ciúmes. Faz com que eu me sinta fraca, vulnerável. Já fico achando que estou neurótica. E aí, fico lutando contra qualquer manifestação, por menor que seja. Ciúmes, nem pensar!! Já fico logo com medo de virar uma daquelas loucas (e loucos) que fuçam celular de namorado, checam informações, hackeiam emails, descobrem senha de messenger, aparecem no trabalho sem avisar... Mas o lindo do meu marido – para me confortar, provavelmente – tem a teoria de que todo mundo sente (ou deveria sentir) ciúmes. Não aquele ciúmes patológico que faz a pessoa armar um barraco apenas porque o companheiro (a) sorreio para um estranho na rua. Ou que faz a pessoa vasculhar os objetos pessoais – computador, celulares, pasta de papéis, gavetas – a procura de alguma coisa que nem ela mesmo sabe o que é. Mas aquele ciuminho que bate lá no fundinho do peito, gritando “ei, peraí, esse aí é meu!!”, quando outra pessoa divide a atenção do seu amado. Nada doentio. Só o registro de que ele faz diferença. Então tá. Vou aprendendo. Em todo caso, só para não passar em branco: “aquele lá é meu, ok?” "Para que um bom relacionamento continue e seja agradável, é preciso não apenas suspeitar prudentemente como ocultar discretamente a suspeita." Stendhal

10.3.05

Trash sim, mas bom do mesmo jeito




Essa semana vi na televisão a propaganda do rodízio de pizzas do Primo Piato. Apenas 21 reais o casal (preço de universitário, né não?). Não resisti. Enquanto grávida cheia de vontades, acabei num rodízio de pizza e massas ontem à noite. Gente, é muito trash. Mas é maravilhoso!! Macarrão molinho, pizza com borda de catupiry, as combinações mais esdrúxulas de sabores... Comi muito, matei a vontade e ainda me diverti horrores.

De lá saí pensando em todos os programas trashes, e divertidíssimos, que já fiz na vida. De almoçar no Faisão Dourado a comer cachorro-quente a 1 real no Setor Comercial Sul. De filminho à tarde no Cine Márcia a forró em bar não identificado na EPTG. De festa da FIT 21 a almoço no Piantella.

Mas um programa tash em especial marcou a minha vida. Devidamente acompanhada dos meus amigos – lembra disso, Cici? – fomos ao Clube da Rei. Para quem ainda não teve essa experiência, Clube do Rei é um barzinho no início da Asa Norte (não lembro mais o endereço exato) em que o dono é sósia do Roberto Carlos. E brinda os fregueses com um imperdível show do rei no final da noite.

Antes disso, porém, muita emoção. Tem cantor ao vivo no piano, tocando clássicos como What a wonderful world ou New York, New York, com aquela afinação e sensibilidade típicas de cantor de churrascaria. Teve mulherzinha cantando sucessos de Betânia e Gal, praticamente incorporando as baianas. Na platéia, mais emoção. Coroas de todos os tipos, na guerra. Valia de tudo. Desde garotas de programas a outras coroas, tão a fim de diversão quanto eles.

E no meio disso, ele, o Rei, desfilava entre as mesas, cumprimentando amigos, dando risadinhas (aquela indefectível risadinha forçada do RC) e fazendo mil trejeitos. De roupa azul e branca, óóóóooobvio. No final, o show. Tudo do Roberto Carlos. Menos, claro, a voz ou a afinação. Trash assim, com T maiúsculo. Mas muito divertido. Recomendado.

9.3.05

Odeio mudança!



Caos total. Estou começando a mudar de apartamento. Mas não adianta me dizer que estou indo pruma casa nova, grande, legal que não me consola. Estou estressadíssima. Odeio fazer mudança!!!

E essa fase é a pior. Vc ainda está na casa antiga, em meio a pacotes, caixas e malas. Não encontra nada que procura – sim, porque o que vc quer na emergência sempre foi a primeira coisa que vc guardou nas caixas, jurando que não ia precisar tão cedo.

No meu caso, as coisas andam ainda mais dramáticas. Tenho alergia a pó, então poucas horas de empacotamento e já estou espirrando como louca. E, com os enjôos, bastam poucos movimentos bruscos para eu estar de cama, vendo o mundo rodar...

Ok, vou parar de reclamar.

Afinal, eu vou adorar tudo quando estiver na casa nova mesmo...

Sai pra lá, uruca!!!!




Vem cá, alguém tem a receita de um bom ritual de purificação e proteção espiritual? Estou começando a achar que ta rolando uma urucubaca (pé-de-pato, mangalô, três vezes) por aqui...

Acompanhem comigo: primeiro, meu trabalho mudou de maravilhoso para o fim do mundo, bateram no meu carro, o carro do meu amor quebrou, andei levando uns calotes, a moça que vai nos alugar o apartamento atrasou a data de entrega do imóvel e, agora, meu gás acabou!!! Parece piada.

Mas como filha de Iansã que sou, nada vai me abalar. Já reuni forças astrais, espirituais e de orixás e estou de corpo fechado. Nem vodu me atinge. Êparrei!



Momento incredulidade total

Esse papo dos que a Cicarelli tem seis dedos no pé é real?????????