Boas Meninas

O dia-a-dia das meninas do bem.

31.5.04

Viciada em televisão

Falei que eu era viciada em comédias românticas, mas esqueci de dizer que sou ainda mais viciada em sitcons e programas trashes da tevê a cabo. Assisto tudo!! Vou até fazer uma lista básica de top five sitcons atuais. Mas queria recomendar a todo mundo um domingo à noite em casa, para acompanhar Queer eye for the straight guy (Sony, domingo, às 20h30). O programa dos cinco gays que remodelam a casa, o corpo e vida de heteros até então sem futuro devia ser obrigatório para a classe masculina. Os caras aprenderiam a se vestir, a decorar a casa, a usar perfume, cuidar do cabelo... mas, o mais importante, aprenderiam a tratar bem uma mulher!!!

Tem um programa clássico dos caras que eles preparam um texano MARAVILHOSO para pedir a mão da namorada em casamento. Assistimos eu e a Cici, na Argentina, e choramos até com o clima perfeito montado pelos caras. Cunhadinho, acho bom você preparar alguma coisa do tipo para pedir Ana Cecília em casamento, viu? Eles pensam em tudo. Roupa linda, comida ideal, clima, velas, bebida, atenção, gentilezas... Nossa!! Nenhuma mulher resiste... Bom, vale a dica, viu? Quer seduzir uma boa menina? Cursinho básico no Queer eye e ela estará no papo!!

Ah, minha lista top five de sitcons:

1 - Friends (claaaaro!!!)
2 - Sex in the city (claaaaro!!)
3 - Gilmore Girls
4 - Miss Match
5 - Will and Grace

Morte aos malas

Rô, minha amiga, tem um manifesto de morte aos malas. Ela defende, não a morte matada, violenta e às vezes necessária, mas uma morte lenta, gradual e praticada basicamente com o desprezo. Eu concordo plenamente. Os malas deveriam ser simplesmente ignorados. Assim, tornariam-se inofensivos. Mas nem sempre a gente consegue. De um jeito impressionante, todas as mulheres do mundo já cruzaram e caíram na mão de um mala. Ou de vários, a depender da dificuldade que se tem em identificá-los.

Para me proteger disso, eu elaborei uma teoria. O mala é mala porque nós mesmas damos espaço a ele. É o seguinte: nessa vida de muito trabalho e poucos lugares a ir (ok, ok, moro em Brasília, não em Salvador ou São Paulo), acabamos nos relacionando com as mesmas pessoas. Gente que encontramos no trabalho ou na mesma boate, no cinema de domingo. E, depois de um certo tempo solteira, você já se envolveu com boa parte dessas mesmas pessoas. Um verdadeiro “Barrados no Baile”. Resultado. O cara que é mala estava ali. No começo, você sequer olhava para ele. Sabia que não valia a pena. Mas aí, entre um caso que deu errado e outro, ele aparece. Carente, a gente acaba ficando generosa. E quando menos espera, se envolve com o bendito.

O problema não é se apaixonar pelo mala – desinteressante, na maioria das vezes feio, e chatinho. Ele poderia ser tudo isso, mas ser um namorado fantástico. Afinal, o fato de você (linda, interessante e estilosa) estar com ele é motivo suficiente para que ser tratada como uma princesa. O problema é que, como bom mala, ele tem a cara-de-pau de aprontar alguma. E só então você se dá conta da roubada em que estava. Mas aí, já é tarde. O mala anota mais uma conquista inacreditável no currículo e começa a acreditar que é o máximo. Afinal, ele fica com as boas meninas e nunca sai de coração partido. E passa agir como se REALMENTE fosse bom pra caramba.

Conheço vários tipos desse. Um, em especial, se aperfeiçoou em atacar mulheres lindas e recém-saídas de um relacionamento. No último ano, eu contei quatro. Boas meninas que, em situação normal de temperatura e pressão, nunca olhariam para ele. Mas, em meio a solteirice recente, caíram nas garras do mala. E, se arrependem amargamente, claro.

Como solução para evitar roubadas desse tipo, tenho uma estratégia. Só perco tempo com caras que valem a pena. É feio? É chato? É desinteressante? Nem tento ser generosa. Antes só do que mal acompanhada. Assim, se a história não der certo, pelo menos sei que o perdi tempo com um lindo, um charmosérrimo ou um super inteligente. Por pior que seja a dor de mais uma caso fracassado, não se compara a indignação de ser sacaneada por um MALA!!!!

P.S. Sei que posso pagar minha língua e cair perdidamente apaixonada por um desses tipos abomináveis. Boas meninas são, antes de tudo, boas meninas. Inocentes até. Mas, se isso acontecer, por favor, me mandem ler meu próprio blog...

Cotidiano de cinema

Hoje acordei inspirada. Pensando em cinema. Sou uma completa viciada em comédias românticas. Assisto todas! Não importa se é boba, se o ator é ruim ou se, no final, vira tudo uma sucessão de clichês. Sempre que posso estou lá, em frente à tevê ou no escurinho do cinema, babando com mais uma historinha de amor com final feliz...

Exatamente por ser tão viciada sem identificar uma cena cinematográfica sempre que ela acontece, comigo ou com algum conhecido. E, acreditem, cenas cinematográficas acontecem o tempo todo em relacionamentos comuns. Ainda bem, né? O lance é que nem sempre estamos inspirados o bastante para perceber que a cena (episódio, briga, declaração de amor, o que for) veio carregada da magia do cinema... Emocionantes, surreais ou absurdamente estúpidas, elas estão lá. Presentes, acontecendo o tempo todo. Como as histórias de Simplesmente Amor (vocês assistiram? O Rodrigo Santoro tá maravilhoso, para variar). Por isso, decidi contar algumas dessas cenas que já aconteceram comigo e com amigas e amigos. Sem identificação, para não constranger ninguém. Mas que sirva de inspiração, ou lição, para cenas futuras...

1 – Eles não se viam há dois anos, desde que se separaram. Cada um tinha um novo relacionamento e a vida corria distante e aparentemente normal. Até que uma tarde, no meio da semana, ele se materializa no trabalho dela. Lindo, como no tempo em que estavam juntos. Sem acreditar, ela o recebe ainda meio zonza. E ele dispara “você é a mulher da minha vida. Estou aqui para dizer que quando você quiser, ficaremos juntos de novo”. Assim. Simples assim.

2 – Eles estavam separados há poucos meses. Relação que acabou por conta de desgastes, rotina, blá-blá-blá. Daí, um dia chuvoso a faz lembrar de uma viagem perfeita que fizeram juntos. Num impulso, liga para ele para comentar a lembrança. Ele atende, repara no tempo lá fora e concorda com a lembrança. “Foi uma viagem perfeita”, comenta ela. “Aconteça o que acontecer, sempre teremos essa viagem”. “Você se conforma com isso?”, ele pergunta. “Claro”, diz ela. “Eu não. Queria que essa viagem fosse a primeira de todas que faríamos no resto das nossa vidas”. E a deixa sem fala.

3 – Eles foram noivos. Terminaram por incompatibilidade de gênios. Em um acidente, ele perde o pai. Arrasada, ela vai ao velório tentar confortar aquela família que um dia também foi sua. Em meio ao péssimo clima do cemitério, ele está com a namorada nova (loura, claro!). E simplesmente a ignora. A tal menina (louca, claro!) é ciumenta. E ela vai embora. Com a certeza de que se livrar dele foi o melhor negócio que fez na vida.

4 – É Dia dos Namorados. Ele liga para ela e diz que deixou em casa todos os presentes que queria lhe dar. E pede que ela vá buscar, enquanto ele está no trabalho. Inocente, ela vai. Em cima da cama, no quarto, uma saia linda, uma blusa ainda mais linda e uma bota sensacional. Como bom namorado, ele escolhe os presentes certos para uma boa menina. Louca com o verdadeiro shopping à sua frente, ela experimenta tudo. Veste roupa, se olha no espelho, dança... De repente, ele abre a varanda. Esteve lá, todo o tempo, apreciando a felicidade dela. Aí...

beijos

30.5.04

Saudade antecipada

Acho que descobri porque bateu essa vontade incontrolável de fazer um blog. Minha melhor amiga está de malas prontas para ir morar no Estados Unidos. É, fazer o quê? Enquanto todo mundo em sã consciência tenta fugir do domínio de Bush, a mulher quer ser governada pelo cara... e tudo isso por amor. (Claro, só amor mesmo para justificar todas as loucuras que fazemos na vida) Ela voltou para o ex-namorado, que mora lá. Como qualquer boa menina apaixonada, vai largar tudo aqui para casar com ele. Tudo bem, tudo bem. Eu sei que o moço vale a pena. O cara (é meu cunhado, ok? Nem se animem!) tem um puta estilo. E é louco por ela. Dia desses, com mais calma, conto a historinha dos dois. É uma das melhores histórias de amor que já acompanhei. Tão surpreendente quanto a de outro amigo, meu ex-chefe, que saiu de Brasília de férias e voltou com uma loura linda e de gênio forte a tiracolo. Casadíssimo.

Bom, tá, nada disso vem ao caso. O lance é que depois de quase dez anos economizando em terapia com conversas diárias para ela, como eu vou sobreviver?? Só arrumando um emprego na Embratel... Imagina, Ana Cecília é daquelas amigas que sabe o que eu estou sentindo ou quero fazer antes mesmo que eu admita para mim mesma. E, no último ano, depois que voltei a ser uma mulher independente e solteira (antes disso eu era uma boa menina casada), foi ela quem segurou TODAS as minhas ondas. E, olha, se ela cobrasse pelo tempo gasto comigo, já estaria com a viagem pro states paga. E com sobra!! Mas, como em breve ela estará a milhares de quilômetros de distância (snif!), tenho de exercitar outros tipos de terapias. Escrever por aqui, por exemplo!

PS: Ok, ok, eu sei que posso contar com os meus amigos que continuam na cidade. Rô querida, vai comprando um sofá confortável para escutar minhas histórias...

Sem censura

Estou avisando a todo mundo que contarei neste blog tudo o que acontece comigo e com meus amigos. Sem nenhuma censura. Quem não quiser ver as aventuras divulgadas em rede mundial que as esconda de mim. Para quem não sabe, sou jornalista. Sou paga para contar tudo a todo mundo. Fui treinada para fofocar. Só lamento. E nem adianta fazer ligações ameaçadoras para minha casa às 3h da manhã. A essa hora costumo estar voltando da night, provavelmente depois de encarar situações muito mais ameaçadoras que amigos em crise de timidez crônica – como, por exemplo, aquele mala de camisa preta regata em plena festinha legal, dançando completamente desengonçado e, mesmo assim, cantando a mulher mais gata da festa. Vai entender... Bom, mas vamos ao que interessa: preparem-se.

29.5.04

Olá, como vai?

Sempre achei esse papo de blog uma bobagem, tipo coisa de quem não tem o que fazer. Preconceito total. Mas daí, fui lendo o de um amigo, de outro, um cara que escreve bem, uma menina sensível, e fui totalmente contaminada!! Mas, cadê coragem? Pô, o que os meus amigos – implacáveis – vão dizer? E o que eu vou escrever? Mas não é se expor demais? Ter criatividade demais? Eram dúvidas suficientes para não deixar minha vontade virar ação.

Mas aí... bom, aí, minha vida foi atacada por uma onda de mudanças. Em pouco mais de um ano tanta coisa aconteceu que quase virei outra pessoa. Por isso resolvi encarar essa nova vida com um pouco mais de ousadia. Ou um pouco menos de senso crítico, se preferirem. Ainda que, com isso, tenha me tornado a rainha dos clichês, hehehe... Pintei o cabelo de vermelho, pedi demissão do emprego, passei a freqüentar os lugares da moda, comprei um scarpin preto (e outro caramelo!!) e criei um blog. Tenho certeza de que, agora sim, serei bem mais feliz!

Ainda não sei ao certo como isso se dará. Se fazer blog é fazer diário, tenho experiência no assunto. Tenho pelo menos uns 14 anos de experiência em dissecar a minha vida em capítulos históricos... Espero que, pelo menos, vocês se divirtam. Tenho a meu favor o fato de sempre ouvir dizer que sou bem humorada e espirituosa. Ou sarcástica e ferina. Tomara que tudo isso seja verdade e eu possa fazê-los rir. E querer voltar.
Beijos