Trabalho escravo
Parece piada. Mas estou trabalhando em plena sexta-feira, às 17h, e todos os meus colegas de trabalho estão chocados!! Já ouvi piadinha de uns cinco, que passaram pela minha porta para me desejar um bom fim de semana (isso desde muito mais cedo, é óbvio). Viu que mudança de paradigma?! Antigamente, 17h seria, no máximo, o começo do segundo turno de trabalho, com as matérias de fim de semana... hehehe... Descobri a vida, enfim!!
Teoria da conspiração
Por que diabos nós, boas meninas, sempre temos que tentar entender e teorizar tudo o que acontece com a gente? Pior, temos de dissecar em centenas de análises psicológicas cada diálogo, cada encontro, cada recado, cada mensagem, para saber exatamente o que está rolando com as pessoas com quem nos relacionamos, como vamos nos sentir a partir disso, como reagir, como jogar... Essa mania – que em mim torna-se quase um vício – vai acabar me enlouquecendo.
Essa semana, tive dois exemplos práticos.
Recebi um convite absolutamente despretensioso para almoçar. De um cara que, digamos, acho interessante. Beleza. Almoçamos, tudo foi tranqüilo, assuntos corriqueiros. Tudo absolutamente normal. Tão normal que quando fui embora levei horas pensando – e enlouquecendo minhas amigas – para encontrar uma explicação qualquer para aquele convite. Pensei tanto em “porque/como/com-que-propósito” que até cansei.
Dias depois, neurose repetida. Fui ao cinema com um amigo. Eu estava me sentindo sozinha e queria companhia de alguém que me fizesse bem. Beleza. Como eu não estava muito legal, não consegui ser uma boa companhia – o que era mais do que óbvio. Só que gastei mais um tantão de energia pensando e especulando sobre o que meu amigo ia pensar de mim. Qual a impressão que ele ficou da noite, se um dia repetiria algum convite para sair comigo. Bobagem? Claro, eu sei. Mas não consigo evitar.
Resultado: estou tão exausta de pensar que fiquei até meio deprê...
A gente deveria simplesmente relaxar e esperar as coisas acontecerem, né? Repito isso mil vezes para minha amiga Rô, mas a verdade é que não consigo aplicar isso na minha própria vida...
