Boas Meninas

O dia-a-dia das meninas do bem.

19.10.04

Amarige - arma secreta ou engodo??



Corre a lenda que o Amarige – perfume famosinho da Givenchi – tem feromônios. Daí o efeito comprovado de enlouquecer os homens que se aproximam dele. Daí também, o apelido, íntimo e quase vulgar, de "perfume pega-homem". Enfim. Como quem está na guerra não pode dispensar armas, tenho um frasquinho de Amarige em casa para momentos de desespero. Só há um problema: eu odeio o cheiro desse perfume. Fico enjoada, com dor de cabeça... mesmo assim, em alguns momentos, apelo para o tal. Afinal, não custa tentar, né?

De verdade, de verdade, comigo nunca deu certo. Usei no último sábado, por exemplo. Acabei tendo uma noite super derrota, com festa vazia e madrugada com milk shake de Ovomaltine do Bob´s. O Amarige não serviu de nada. Ou de quase nada. No dia seguinte, quando fui andar no parque, o treco ainda estava grudado na minha pele. E sob o sol escaldante do último domingo, parecia estar com os tais feromônios a mil. Sentada no banquinho, super distraída, às 8h da manhã, fui abordada por dois caras, em menos de 15 minutos. Vcs conseguem acreditar nisso????

O primeiro cidadão encostou, comentou que o dia estava lindo (é, ainda existem mocinhos que usam o tempo como tema para puxar papo), perguntou se eu "vinha sempre aqui". E, nem mesmo a minha cara blasé, de "não tô a fim de papo, meu amigo", o convenceu a ir embora. Falou, falou, falou. Um saco. Quando enfim consegui me livrar do mala, chega outro. (caramba, parecia que eu tinha escolhido o ponto azaração no meio dos 4.200 quilômetros quadrados do parque). Já sem nenhuma paciência, praticamente não falei. E esse, um pouco menos joselito, foi embora logo.

Com a minha amiga Fê, o Amarige (ou o genérico do treco, que faz o mesmo sucesso) também teve efeito duvidoso. Noite dessas, ela chegou na minha casa e foi superbem tratada pelo porteiro do meu prédio. É, aquele senhor preguiçoso, que praticamente se arrasta para abrir a portaria para os visitantes, estava superfaceiro e bem disposto para atender a Fê. Olhou de um jeito estranho, meio interessado. Só faltou
se oferecer para acompanhá-la até a minha porta. Horas depois, ao nos despedirmos do anfitrião do jantar em que estávamos, o moço praticamente se agarrou ao braço dela. Não soltava por nada no mundo. Ficamos ali, as duas, paradas na porta do elevador, enquanto o tal se pendurava na Fê. Cena patética.

E o pior: os dois representantes do sexo masculino respiraram tanto os feromônios do perfume da Fê que, quando ela precisou, os superpoderes dele já tinham evaporado... Ela foi pra casa sem beijar na boca que queria... Conseguiu beijar dias mais tarde, regada a Giovanna Baby! Enfim. Minhas amigas fãs de Amarige e com experiências
positivas comprovadas que me perdoem, mas tô jogando o frasquinho no lixo. Chega de dor de cabeça. Literalmente ou não.

(P.S. Esse texto foi feito com a colaboração da co-protagonista, Fê)