Boas Meninas

O dia-a-dia das meninas do bem.

10.10.04

Não dá para ser borboleta sem ter sido lagarta antes...



Sábado à noite, tempo chuvoso, estou em casa. Mais uma vez, o alien que mudou para o meu corpo está agindo. Acordei cedo, andei no parque (de patins, até!!! Quer dizer, por apenas dez minutos, mas já é um começo, né?), passei no Bsb Mix, aluguei dvds, tive tarde de mulherzinha no salão. E, mais uma vez, dispensei as festinhas de fim de semana.

O único problema é que o ET que me afastou das baladas esqueceu de me fazer companhia. E hoje, especialmente, estou me sentindo sozinha. Não sozinha sem homem, quero logo esclarecer àqueles amigos que insistem em achar que estou desesperada atrás de um namorado. Mas sozinha de uma solidão que marido algum consegue preencher. Sozinha como podemos ser por uma vida inteira.

Essa solidão me acompanha há tanto tempo, que nem sei mais quando começou. Lembro de ter crises existenciais, aos 13 anos, me perguntando se esse vazio na minha alma seria preenchido algum dia. E não lembro como fiquei três anos e meio casada. Não lembro da minha rotina de casada. É como se eu tivesse sozinha todo o tempo. Vai ver, estava mesmo.

Às vezes, fico preocupada com esse isolamento que se instaurou na minha vida. Tenho medo dessa reclusão não acabar nunca e essa minha solidão “de alma” ficar ainda mais intensa. Mas, aí, converso com as pessoas, ao meu redor ou a quilômetros de distância, e acabo convencida de que isso é apenas uma fase. Uma fase de quietude, para recuperar a energia que perdi nos últimos meses. E ficar pronta para uma nova vida. Estou trocando de pele. Ou recarregando baterias já gastas. Não importa a metáfora. Vou ficar bem.

Em todo caso, se eu demorar muito neste casulo, venham me salvar, ok?