Boas Meninas

O dia-a-dia das meninas do bem.

1.10.04

Época de colheita



No meio de toda essa confusão em que minha vida foi jogada, uma coisa tem me deixado especialmente feliz nos últimos dias: o comportamento dos meus amigos. Desde que essa crise começou, tenho recebido telefonemas, emails, mensagens no celular e todo tipo de manifestação de apoio, carinho e atenção por parte das pessoas que fazem parte da minha vida. E nem estou falando dos meus amigos mais próximos, aqueles que sempre estão aí para segurar minhas crises. Falo de pessoas por quem tenho o maior carinho, mas nem tanta proximidade assim, mas que têm sido atenciosas, gentis, generosas. Ligam preocupadas comigo, oferecem ajuda, convidam para momentos de diversão.

A todos vcs queria dizer que estou comovida com essa atenção. Ontem, em uma conversa com um desses amigos, ele me disse que eu estava apenas colhendo o que plantei. Que o que a gente faz aos outros volta para nós e que eu sempre fui legal e atenciosa com as outras pessoas.

Se toda essa onda de energia boa que as pessoas estão me oferecendo agora não for simplesmente uma grande generosidade do universo, queria dizer que estou satisfeita comigo mesma. Porque ser legal com as pessoas foi uma coisa que sempre me esforcei para fazer. Sempre tentei dar atenção aos amigos, ter palavras de carinho para os outros, mesmo quando eles não eram, ou não estavam, tão próximos assim. Se isso for mesmo resultado das minhas próprias ações, ao longo dos últimos anos, estou com a sensação de dever cumprido, sabe? Não simplesmente por estar tendo algum retorno positivo. Mas por constatar que consegui ser a pessoa que eu sempre quis ser.

Agora se não for nada disso, quero agradecer ao universo pelo tal surto de generosidade. Cada mensaginha dessas, cada ligação, cada frase carinhosa no messenger, é um ponto de força a mais para eu continuar enfrentando esta ou qualquer outra loucura que aparecer. A cada momento desses, eu paro e penso: “caramba, claro que tudo isso vale a pena”. Vale porque tenho amigos com quem conversar, com quem sorrir, com quem sair, com quem dividir as dores, com quem chorar, com quem ser feliz. Amigos que estão do meu lado e fazem qualquer coisa valer a pena. E isso, para mim, é a essência do amor.

(ok, ok, dêem um desconto para o tanto que estou brega...)