Meu inferno astral chegou...
Estou passando uma semana difícil, com uma mega crise a ser contornada no trabalho. Queria aproveitar o blog para agradecer a todos os amigos queridos que me ligaram e ofereceram colo, carinho e apoio. Faz a maior diferença, acreditem. Queria também dizer que estou bem, apesar de tudo. Continuo encarando meu novo emprego como um desafio e uma nova experiência profissional (agora mais do que nunca, hehehe...). E que minha pilha para o trabalho continua duracel...
Mas... no meio do caos instaurado na minha vida nos últimos quatro dias – alguém tem noção do que é atender ligação de repórter das 8h30 às 22h?!? – tenho encontrado tempo para manter meu programa de fitness. E fui andar no parque de manhã cedo (tenho de admitir, estou querendo chegar bronzeada ao fim de semana...). Pois não é que esse papo de dar a voltinha no parque acabou fazendo com que eu me sentisse super brasiliense? Gente, moro nesta cidade há 10 anos, mas só hoje consegui sentir o gostinho de um típico morador da capital. Um quase funcionário público...
Primeiro, eu estava no parque antes das 8h da manhã – não se assustem, o ET que se instalou no meu corpo esse fim de semana continua dominando a minha rotina, fazer o quê? – impressionada com o movimento da galera. Como tem gente acordada no mundo esse horário!!!
Segundo, o parque é lindo, mas é o retrato perfeito da secura da cidade. Um lago, vários bebedouros, mas nada ameniza o tom amarelado que toma conta da vegetação do cerrado. Só de olhar dá sede...
Terceiro, não tem nada mais brasiliense do que fazer um programa cotidiano e esbarrar num político, né? Eu, que raramente havia encontrado algum fora do habitat natural deles, dei de cara com ninguém menos que Luiz Estevão. De bermuda, sem camisa, meio desconfiado, nosso senador cassado exibia uma pancinha básica enquanto encarava a pista mais longa do parque (viu, people, to até aprendendo os caminhos do parque). Enfim, fui para casa com a certeza que virei gente normal...
