O dia em que troquei uma noite na balada pelo Parque da Cidade
Não, amigos leitores, vcs não estão lendo o blog errado. Foi exatamente isso que eu fiz esse final de semana. Ok, ok, também concordo que devo estar com o corpo invadido por algum extraterrestre ou sofrendo de algum distúrbio psicológico repentino, absolutamente grave e provavelmente letal. Mas troquei o badalado BMF – para o qual eu tinha conseguido cortesia, imagine! – por uma saudável manhã no Parque da Cidade. E não me arrependo. Ao contrário, estou feliz e aliviada.
A crise de personalidade – sim, continuo acreditando que minha mente está dominada por alienígenas – começou no jantar de sábado. Antes de ir ao BMF, eu tinha de ir a um jantar tradicional da minha família. Beleza, levei a muda de roupa no carro, combinei com as meninas e estava tudo pronto quando me bateu uma enorme preguiça. Eu simplesmente despilhei. Só de imaginar aquele mundo de gente (seriam 20 restaurantes e 40 bares só na praça de alimentação, olha a cabeçada), aquela muvuca, o bate-estaca, os rolés-guerreiros, a social... foi me dando uma canseira...
Por favor, não me interpretem errado. Eu não estou dizendo que o BMF seria (ou foi) uma droga. Nem estou recriminando quem foi e se divertiu . Claro que não. Eu apenas não estava na pilha. Não estava a fim. E pronto. Decidi não ir. Doei meu ingresso ao meu primo - só a felicidade dele com isso já valeu a pena – e corajosamente fui para casa dormir. Resisti bravamente aos apelos dos amigos, que me chamaram de louca, disseram que eu ia me arrepender, coisa e tal. E me atirei na cama. Antes, combinei de andar no parque pela manhã.
(Óbvio que eu estava morrendo de medo de me arrepender. E mais ainda, de estar me transformando numa velha solteira, ranzinza e chata, que não sai mais de casa. Enfim.)
Acordei no domingo absolutamente feliz. Descansada. Pronta para uma boa caminhada no parque, debaixo do sol lindo que estava fazendo. E fui. Acompanhada da Fê e de Tizy. Caminhei, ganhei uma cor, tomei água de côco. Me diverti. De verdade. Antes, ainda atendi um telefonema das meninas, às 9h, do BMF. “Estamos te ligando para vc ver o que perdeu”, me disseram. Perdi? Sinceramente? Tenho certeza de que não.
