Boas Meninas

O dia-a-dia das meninas do bem.

29.12.04

Retrospectiva 2004



Ao tentar fazer a retrospectiva deste ano tive de concordar com a minha amiga Fê: 2004 durou uma década!! Nossa, foram tantas e tantas coisas que ficou até difícil reunir tudo em uma listinha só. Mas, em um ano de tantas mudanças - boas e não tão boas - saio mais do que no lucro: encontrei meu amor.

E para todos meus leitores e amigos queridos, um 2005 total love and happiness!


A viagem: carnaval em Salvador
O vício: mais duas tatuagens para coleção
A criação: este blog!!
O passeio: caminhar no parque da cidade
A noitada: Makossa, a festa
O programa: BBB na casa da Fê
A mudança: de emprego
A novidade: cabelos vermelhos, curtos e lisos no lugar dos castanhos, longos e cacheados
O consumismo: sapatos da Arezzo
A aquisição: meu Celtinha vermelho
O filme: Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças
A música: Waiting in Vain
O livro: Código da Vinci
A bebida: caipiroska de lima da pérsia com pimenta rosa
A tragédia: uma viagem para Manaus – e nem foi minha
A partida: Brasília sem Cici não é mais a mesma
O mimo: um bouquet de girassóis
O encontro: o lindo do meu noivo
A lição: ter compaixão
A crença: no amor verdadeiro

27.12.04

Ufa, passou!



Acabou Natal, passaram as obrigações de compras, já comi o que podia e o que não podia. Reencontrei parente e agregados que nem lembrava que existia, ganhei os mesmos presentes “super úteis e do tamanho certo” de todo ano. Pelo menos me restou um consolo: descobri que não sou a única que perdeu a paciência com o Natal!!!

Percorrendo os blogs, alheios notei a quantidade de posts ranzinzas e mal humorados com a tal tradicional festa de fim de ano. Ah, galera, vamos lá. Natal é um saco. Há muito tempo essa data deixou de ser sinônimo de montes e montes de presentes e comidas maravilhosas. Depois que virei boa menina adulta, inexplicavelmente, os presentes tornaram-se muito mais pesadelos do que lembranças. E as comidas... bom, em tempos de balzaca, peru, rabanada, panetone e queijo parecem muito mais tortura do que prazer. Então... qual é mesmo o escopo do Natal?!?

Ah tá, reunir a família. Bom, minha mãe e irmãos não moram aqui. Moram numa cidade chatézima a 700 km da capital. Cidade que nunca dá vontade de visitar. Então Natal para mim sempre começa com o estresse de decidir entre ficar aqui – e arrumar uma desculpa convincente que justifique o ataque de filha desnaturada – ou encarar a estrada e passar o feriado numa cidade que nem cinema tem. Quando a opção é ficar aqui (o que acontece na maioria das vezes) me resta a inevitável festa de família (com a família daqui). Seria sensacional, se não aparecessem tantos parentes vindo do além. Será que não dá para perceber que não é por acaso que ninguém se encontra o ano inteiro???

Desculpem o restinho de mau humor. Este ano, tive momentos surreais de Natal. Meus presentes (os contabilizáveis, claro) foram todos monotemáticos: casamento. Ganhei lingeries, camisolas e... um conjunto inacreditável de vassouras e pá de lixo. Como diz minha amiga Carol, “um amooooor”! Pintado a mão, bordado, e até com acolchoamento para evitar calos. Preciso dizer mais?

Preciso, porque teve mais. Numa conversa aparentemente inocente, em que eu ainda me vi obrigada a exibir minha aliança linda (ok,ok, não estava sendo sacrifício nenhum mesmo), tive de ouvir a seguinte pergunta: “vc vai casar? Ah, legal. Ele é coroa?” “Como assim?”, pergunto eu, sem entender, mas já farejando a maldade... “Ah, tudo bem se for um coroa rico...”

Pera lá!!! Com todo respeito a quem casou com coroas por amor, eu lá tenho cara de quem precisa de coroa rico para casar?!?! Tá achando o quê, que estou encalhada, à espera de um velho trouxa que me dê um nome?!?! Que garanta o fim dos meus dias?? Nossa senhora, se isso é espírito natalino, desculpa aê. Sou mais o carnaval.


P.S. Já consigo abrir as mensagens do hotmail!!

25.12.04

De volta à idade da pedra...

Meu hotmail está louco. Não consigo abrir as mensagens.

Incrível como a falta de uma única ferramenta da Internet está me enlouquecendo!! Fico vendo os emails chegarem, um após o outro, louca para saber o que estão me contando, para quais eventos estão me convidando, quem está matando a saudade e... nada! Erro na página. Estou há três dias nessa frustração crescente. Tentei mandar um pedido de ajuda ao “staff” do hotmail mas a mensagem voltou. Alguém sabe, por favor, onde fica a assistência técnica daquele treco, pelo amor de Deus?? Estou desesperada sem contato com o mundo!!!

20.12.04

Sim, eu aceito!!




I, I'm so in love with you,
whatever you want to do,
is alright with me,
‘cause you make me feel so brand-new,
I want to spend my life with you,
they say it seems, baby,
since we've been together,
loving you forever is what I need.

Let's stay together,
loving you whether, whether,
times are good or bad, happy or sad


Era para ser uma noite de sábado comum. Milkshake do Bobs. Os Incríveis no cinema. Namoro e música. Mas não foi.

Teve trilha sonora especial . Declaração de amor emocionada. Pedido de casamento. Aliança linda.

E agora, estou oficialmente noiva. E absurdamente feliz.

16.12.04

Férias, plis!



Eu deveria estar escrevendo o texto de abre para o jornalzinho de fim de ano. Sim, deveria. Deveria, aliás, ter feito isso desde ontem. Enfim, mas não consigo. Fico bloqueada para fazer as coisas quando são assim obrigação irrestrita. Vale para tudo. Para festas de confraternização. Para um texto. Para um mero telefonema. E aí eu enrolo, enrolo, enrolo. Até chegar um momento que não dá mais. Aí, eu sofro. Dez vezes mais do que sofreria se tivesse feito logo, na primeira oportunidade. Enfim, essa sou eu. E, exatamente por isso, estou escrevendo esse texto para o blog. E não o abre do jornalzinho.


Esta semana vem sendo especialmente estressante. Estou procurando apartamento. Eu tinha até esquecido como é o calvário de procurar apartamento. Parece que Brasília é uma cidade de 10 mil habitantes, com 100 anos de existência. Não tem apartamento vago em lugar nenhum. E os que têm são simplesmente detonados. Já vi de tudo nessa peregrinação. Cozinhas de azulejo azul turquesa, apartamentos sem janela nenhuma (juro!), paredes decoradas de laranja e marrom, quartos que ou cabem a cama ou cabem o armário... Ai, ai. Enquanto isso, meu sonho de mudar de apê, decorar minha casa nova e começar minha vida de mulherzinha casada vai sendo adiado... Tomara que o noivo não canse de esperar também.


E é Natal. Quer dizer, está sendo Natal aí fora. Aqui dentro da minha casa e da minha alma, o Natal ficou pro próximo ano. Não tem um enfeitezinho ou um único lampejo de espírito natalino. Já tentei ir ao cinema ver filmes temáticos – aquele bobo com Ben Afleck, por exemplo. Até comprei panetone. Mas nada surtiu efeito. Continuo distante do Nartal. Acho que Papai Noel e suas renas perderam meu endereço dessa vez. Sequer mandei os cartõezinhos de praxe para galera (e aí está o pedido de desculpas oficial pela falha social). Sequer comprei um presente. Nem mesmo para o lindo. Out total. Inexplicável. Porque nem estou deprê. Vai entender.

É isso. Vou voltar para o abre do jornalzinho. Rezando por um recesso.

14.12.04

Programa Antropológico



Eu tenho de admitir: sempre tive uma quedinha por cavalos, fazendas, feiras agropecuárias. Talvez algum resquício do ano que estudei em uma escola agrícola em Barreiras e frequentava exposições de gado e cavalo. Enfim. A verdade é que sempre fui louca para assistir a um leilão de cavalos. Era um misto de curiosidade e saudade de um tempo bom, em que eu me conviva com os verdadeiros country boys e girls.

Essa semana, tive a minha oportunidade. Recebi o convite para assistir a um leilão de mangalarga machador, no Pontão. Ingressos a 50 reais, eu ganhei cortesias e não pude perder a oportunidade de conferir de perto o tal mundinho. Principalmente aqui em Brasília, onde os frequentadores mais ilustres são nada mais nada menos que os políticos que compõem a base profissional onde trabalho.

Vestida a caráter (C-L-A-R-O!!!), de calça jeans, bota de bico fino e jaqueta, lá fui eu para o grande evento. Cheguei atrasada, para variar, mas exatamente na hora em que um dos reprodutores mega-estrelinha-plus era apresentando no palco. O cavalo – negro e lindo – era mesmo imponente. E trotava num palquinho minúsculo debaixo de uma chuva de papel picado prateado. A cena era impressionante, reconheço. Toda empolgada, acenei para o grupo de amigas de trabalho que estavam sentadas na segunda mesa do leilão (isso, gente, éramos vips mesmo. A primeira mesa era do governador). E já fui levando uma bronca. “Ei, abaixa esse braço, tá querendo dar um lance??”, brincou uma das meninas.

Bom, eu até queria dar um lance. Ia ser o máximo. Mas a verdade é que nunca teria dinheiro. Ainda mais para aquele cavalo tão “star”. “Em quanto estão os lances?”, perguntei, louca para saber qual era o grau de desperdício de dinheiro do local. “Ah, tá em R$ 1 mil”, me informaram. Mil reais?? Como assim??? Todo mundo não diz que cavalo é um treco super caro?? Mil reais me pareceu uma bagatela. Que decepção...

“Não, vc entendeu errado. Mil reais é o valor da prestação. São 18 prestações...”, esclareceram correndo. Ah, tá. O cavalo tava em R$ 18 mil. Preço de carro, agora sim. Mas que coisa inteligente, né? Os caras leiloam pelo valor da prestação, assim ninguém sofre para dar lance. Afinal, subir a oferta de R$ 500 para R$ 600 nem parece uma operação tão ousada assim... Espertíssimos!!

E, além da operação antropológica de comprar cavalinhos, o leilão teve momentos impagáveis. Como um senhor que, empolgado com o vinho grátis e ambundante, não cansava de dar lances nos animais mais concorridos. Foi preciso que um amigo, sóbrio, sentasse ao seu lado para controlar a compra compulsiva antes que não restasse sequer dinheiro pro táxi (sim, porque naquele estado só voltando pra casa de táxi mesmo). Ou as estratégias de marketing do dono do haras, avisado de cada grande comprador presente no evento. “Aquele ali já comprou três cavalos, vai lá tirar uma foto com ele”, aconselhava as assessoras. Como sempre, propaganda é a alma do negócio.

Mas, o ponto alto da noite foi mesmo a venda da mula do governador. Depois de um discurso inflamado com todas as qualidades da bichinha, e sem faltar a exuberante chuva de papel prateado, a tal mula foi vendida por R$ 43 mil; E eu, pobre pé-duro, apenas torcia para ganhar o sorteio de um cavalo selado, como forma de angariar fundos para meu casamento...

7.12.04

Para o dia nascer feliz!



Sabe aqueles dias em que tudo dá certo?

Pois é, hoje foi assim. Trabalhei em casa, paguei um bando de contas e ainda sobrou dinheiro, tive um almoço bem legal, resolvi da melhor maneira possível uns pepinos na imobiliária, a carência que me atacou ontem passou, duas amigas que estavam meio tristinhas melhoraram. Enfim, dia pra lá de bom. E que contou com uma cena surreal para ficar ainda mais legal.

Estava eu em um engarrafamento no Setor Comercial Sul (eu disse que o dia tinha sido bom, não perfeito...), maior calor, cheio de ambulante... quando um vendedor de jujubas encosta no carro. Já fui esboçando o tradicional “não, obrigada” quando ele me cortou. “Não, dona, não quero vender nada, queria só te falar uma coisa”. Huum, já fiquei imaginando aquelas histórias mirabolantes de quem veio do interior, fez tratamento de saúde, não tem dinheiro para voltar... enfim.

“A senhora é muito bonita, sabia?”, disparou o cara. Ahn? Como assim? Cantada?!! “Obrigada”, respondi meio sem graça. “É sim, tem um rosto bonito e um sorriso muito bonito também. A senhora fica ofendida?” Ofendida? De que planeta ele saiu? Elogio gratuito na rua não ofende ninguém... “Se ficar só no elogio eu não vou me ofender, não...” “É que moça bacana como a senhora fica ofendida quando um vendedor de rua, um pé-rapado como eu, faz elogios. Parece ofensa”. (Pelo visto, ele tinha experiência em cantar mulherzinha nos carros...). “Tudo bem, moço, obrigada de qualquer jeito”. “De nada, boa tarde”.

E aí? Era para completar o dia ou não?


Momento avareza total

Comecei a fazer uns orçamentos para a festa de casamento (é, galera, o assunto é sério...). Uma celebração pé-duro total, com apenas bolo e champanhe – na verdade, prosseco argentino –, docinhos e decoração barata e sem incluir vestido e acessórios da noiva, saiu por nada menos que R$ 10 mil. DEZ MIL REAIS.
Bom, com essa grana nós podemos:
1 – quitar meu carro; 2- fazer uma puta viagem pela América do Sul; 3 – pagar metade da viagem pela Europa; 4 – decorar a casa nova (com direito até a roupitchas novas no armário); 5 – economizar para investimentos futuros... Ô dúvida cruel!!!
Vem cá, alguém tem palpite para a Megasena? Ta acumulada em R$ 17 milhões...

3.12.04

Não sei se caso ou compro uma bicicleta




Bom, minha preocupação não é exatemente com comprar uma bicicleta. Na verdade, a minha dúvida é casar ou viajar?? Caramba, mais que nunca, Gêmeos, meu signo ascendente, está se fazendo valer. Não consigo pensar em outra coisa nas últimas 72 horas...

Como vcs todos já sabem – e foi tão bem divulgado pelo lindo do meu namorado – eu vou casar. Quer dizer, nós vamos casar (viu, lindo já aprendi a conjugar a primeira pessoa do plura!!). A idéia inicial era casar na igreja, com vestido de noiva, véu, grinalda, bolo, champanhe, damas de honra, padrinhos, festa, lembrancinha... Toda a pompa e ritual. Saí perguntando a todos os meus amigos que passaram por isso qual era a sensação e qual era a avaliação deles para a celebração. Todo mundo adorou, todo mundo faria de novo, todo mundo garante que foi a uma das maiores emoções de suas vidas. Além disso, se for para casar, tem de ser agora. Não rola de casar aos 50, né??

Bom, diante de tudo isso, e da vontade incontrolável da minha família de organizar uma festa dessas, eu cedi. Ok, ok, vamos casar. O lindo topou, eu cheguei até a marcar data e escolher vestido. Mas admito, todas as vezes que eu penso em qualquer uma das coisas que tenho de resolver sobre o casamento, me dá uma preguiça... Ligar para padre?? Pesquisar preço de buffet? Escolher lembrancinha?? Ah, deixa quieto...

Além disso, tem a grana, né? MUITA grana...

Por outro lado, eu posso simplesmente viajar. Aproveitar essa grana toda e pagar a uma viagem para a Europa. Passar 15, 20 dias com o lindo no velho continente. Vendo aqueles lugares lindos, comendo aquela comida maravilhosa, esquecendo da vida, numa verdadeira lua-de-mel. Só de pensar nisso, me dá frio na barriga e tenho vontade de ir ao aeroporto agora comprar as passagens! Mas, aí... Aí, bate a dúvida. Pô, eu posso viajar quando eu tiver 70 anos. Mas não vou poder entrar na igreja, de noiva... (quer dizer, poder, eu posso. Mas meu senso de ridículo impediria...). E eu também preciso do tal “rito de passagem”. O marco para dizer que, a partir de agora, minha vida mudou. Encerrei um ciclo e recomeço outro – coisa que aliás, acho que faltou na minha experiência passada...

Ai, gente, viu a loucura??? Minha vontade é viajar e deixar quieto essa história de casamento na igreja. Mas aí fico pensando se vou me arrepender depois... Ei, alguém aí quer me patrocinar para que eu possa fazer as duas coisas???? Me ajuda, plis...