Boas Meninas

O dia-a-dia das meninas do bem.

26.8.04

Um milhão ou perde tudo?




Tenho andado sumida, né?
Por incrível que pareça é que tenho trabalhado demais. Isso aliado ao fato que meu computador continua quebrado. Hoje, pelo menos, consegui resolver vários dos meus problemas burocráticos – pagar conta, dar entrada em documentos, comprar lâmpadas, etc, etc, etc - e estou me sentindo um pouco aliviada. Já tava começando a ficar estressada de novo!!! Ninguém merece. Enfim.


Mas decidi parar um pouco e escrever aqui para compartilhar com vocês uma teoria que ouvi esses dias e que, a cada minuto que passa, me convence mais. É a Teoria do Roletrando. Seguinte: você está na vida de solteira, beijando mil bocas (ou dezenas delas, pelo menos), conhecendo um bando de gente, vivendo mil histórias. É exatamente como gira a roleta. A setinha vai passando pelo 10 mil, 20 mil... e aí você vai se profissionalizando na guerra, sendo mais exigente, pegando caras mais interessantes... é a setinha passando pelo 100 mil, 500 mil... ela chega até o 1 milhão. E aí, ÓBVIO, ela já tá rodando devarinho, vc se anima “eita, vai parar no um milhão, é com esse cara maravilhoso que eu vou ficar de vez”. Mas não. Lei de Murphy básica, a setinha da roleta para onde??? No “perde tudo”. Que fica, claaaaaro, exatamente do lado do um milhão ou do dobra tudo. Não é exatamente assim?

A gente faz mil exigências sobre como tem de ser o cara que queremos na nossa vida. Jornalista nem pensar. Sem barriga, alto, carinhoso, inteligente, bem sucedido, que goste de dançar, que ouça rock and roll, que goste de viajar, que seja educado, bom de cama... enfim. A lista é enorme. Mas aí, como já bem disse meu amigo João, na hora de se apaixonar, a gente sempre escolhe aquele moço que passou na nossa porta por acaso. Ele não preenche nem metade da nossa lista de requisitos. Não é alto, não gosta de balada nem ama rock and roll. Mas não faz a menor diferença. O que importa é o jeito único com que ele fala nosso nome, o sorriso lindo que nos encanta, as manias charmosas que identificamos à distância, o relógio perfeito (ok,ok, admito, tenho fetiche com relógio masculino), o beijo delicioso, o olhar carinhoso...

Pois é. Tenho de encerrar citando Renato Russo. “E quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração?”

23.8.04

Deuses de ébano




Se tem uma coisa que eu adoro na vida de solteira é poder realizar desejos antigos, automaticamente esquecidos quando estamos apaixonadas ou somos comprometidas... É como se tivéssemos uma nova oportunidade de transformar sonhos em realidade até a próxima interrupção. É ter a chance, por exemplo, de ficar com o cara por quem eu fui apaixonada a faculdade inteira. E ainda ter o gostinho de encerrar a história com um “tchau, não insista”, hehehe...

Nesse sábado, tive outra dessas graças (ou benção, se vcs preferirem!). Tive o prazer de ser cantada por um autêntico negro rastafari, simplesmente perfeito, do jeito que eu sempre sonhei: lindo, alto, dreadlock no cabelo, barriga de tanquinho, roupa de b-boy e um talento para dançar típico da raça... noooossa!!! Era o subsolo do Conic, mas para mim tinha virado o paraíso... Ai, ai.

Irmandade da lua



U-hu, fiz mais uma tatuagem!!! Agora eu, Cici, Rô e Val exibimos orgulhosamente uma lua crescente em nossos corpos. O símbolo representa a feminilidade, a fertilidade e o crescimento. Perfeito para todas nós.

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Esse final de semana, pela primeira vez desde que cortei o cabelo, deixei os meus cachinhos tomarem forma. O visual foi super aprovado pelas meninas e, concordo com elas, ficou estiloso e moderninho (ouvi até de um bonitinho que era muito stile. Que orgulho!!) Mas, liberar os cachos acabou desencadeando (mais) um enorme processo de análise da minha vida...

Me vendo no sábado de manhã de cabelo cacheado e moderninho, saia argentina, sandalinha e colares, tomei um susto. Pensei “ei, essa aí é que sou eu!! Então... quem é essa escovada, de unha sempre feita, blazer e scarpin que dominou o meu corpo nos últimos meses???!!”

Pois é, uma coisa aparentemente boba me jogou numa enorme crise de identidade. Parece que vivi dez anos nos últimos 16 meses. Troquei de casa, de carro, de emprego, de corte de cabelo, de estado civil, fiz duas tatuagens e um piercing, fui à Bahia, à Goiânia e a Buenos Aires, beijei muitas bocas, entrei em pelo menos uma grande roubada, mudei de paradigmas, conheci gente nova, revivi velhos amores... ufa! Daí, nem sei ao certo como, a Michele que eu revi sábado foi sendo substituída... E meio que ficou no passado. É como se ela não fizesse mais parte desse meu novo dia-a-dia, como se tivesse se distanciado desse rumo que a minha vida tomou. E junto com ela, ficaram longe conceitos, ambições, preconceitos e medos que ela carregava.

Não consigo hoje fazer uma avaliação de qual das duas é melhor, mais legal ou mais nobre. A Michele antiga vive comigo há muito tempo, dividimos tanta coisa que é impossível fazer uma avaliação imparcial. Já essa nova... bom, eu ainda tô aprendendo a conhecer. Ela me surpreende e me assusta. Mas me atrai por ser mais tranqüila, alto astral, flexível... Enfim. O mais importante, porém, foi saber que sempre pode aparecer uma nova Michele por aí, né?

19.8.04

Momento pânico total!


Cici vai embora daqui a 20 dias!!!!!!!!!! Quero morrer!!!!!

18.8.04

Post em pílulas



Gente, os meninos do Menudo estavam no Taguatinga Shopping ontem à tarde e eu não fiquei sabendo!!! Eu era louca pelo Charlie e ele estava lá. Segundo minhas amigas jornalistas, está com 35 anos, é divorciado e tem dois filhos. Agora, vou admitir para vcs, se a gente – fãs enlouquecidas da época – soubesse como eles iam virar baranguinhos depois de adultos, nosso entusiasmo acabaria!! Acreditem, se meu ídolo pré-adolescente me cantasse hoje na balada eu iria dispensá-lo!! Ando muito melhor que ele!! Hahahaha!!

Ok, ok, vendo as fotos dos meninos hoje, não tem como esconder, né? Os pobrecitos eram horríveis!! Ainda mais com o visual breguíssimo anos 80...


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Pequena homenagem às profissionais mais importantes na vida de uma boa menina moderna: as faxineiras!! Não há sensação mais libertadora do que trabalhar o dia inteiro, chegar em casa e encontrar tudo limpo, cheiroso e arrumado, sem que para isso vc tenha movido um dedo!! Acho que o mercado de faxineiras deveria ser o mais competitivo do mundo. Afinal, o serviço que elas prestam causam um alívio impagável.


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Tive um surto de menina má ontem. Atendi o telefonema de um bonitinho, marquei de encontrá-lo para um happy hour – mesmo não estando muito a fim – só para desmarcar nos 45 minutos do segundo tempo. Sabe aquela coisa “ihh, não vai dar, acabei me enrolando”?? Sei que não devemos fazer com os outros o que não queremos que façam com a gente, blá-blá-blá... Eu sei, eu sei. Mas uma vezinha apenas, só para eu me sentir um pouco poderosa dispensando os caras, não vai contar tantos pontos negativos assim, né? Até porque era um bonitinho com maus antecedentes. Um da lista de desaparecidos. Fato é que foi uma boa massagem para o ego ver o telefone tocar três vezes e simplesmente apertar o end...


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Falando em desaparecidos, horas depois do meu post caça-fantasmas, duas das almas me ligaram. Parece mesmo um contato sobrenatural...


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Conheci um lugar maravilhoso, levada pela minha amiga descobridora-dos-sete-mares, Cici. A Oca da Tribo, próxima a ponte JK. Recomendo a todo mundo. O lugar é super natureba, mas lindo, com um astral ótimo e à noite deve ser impressionante. Estou louca para marcar um encontrinho por lá.


(Meu bom humor voltou, como vcs podem perceber...)

17.8.04

Aberta a temporada de caça fantasmas!



É o seguinte. Aprimorando a metáfora que usei ontem com a Cici, descobri que me transformei em uma casa mal assombrada ambulante. São tantos fantasmas perambulando em minha volta que é difícil até respirar um ar puro. Tem alma arrastando corrente por aqui há seis anos!! Ninguém merece.

Exatamente por isso, tomei uma decisão drástica! Estou contratando caça-fantasmas para exorcizar de vez essas almas penadas da minha vida. A partir de agora não ligo, não atendo telefones, não jogo charme, não aceito cantadas e não mantenho contatinhos com nenhum dos meus fantasmas. Serão todos enviados de volta ao purgatório – sim, porque nenhum deles vai para o céu, acreditem.

Sei que já disse me posts anteriores que estava enterrando fantasmas e vendo a vida com mais clareza. Mas na ocasião, falava apenas de fantasmas específicos. Agora estou fazendo um mutirão de exorcismo. Sai assombração!!!

(A única exceção será vc, Gu, que estou encarando como uma espécie de Gasparzinho, o fantasminha camarada, ok?)

Rezem por mim.

16.8.04

Vapor barato ou ando tão à flor da pele

Sim! Eu estou tão cansado, mas não pra dizer
Que eu não acredito mais em você
(...)
Sim eu estou cansado mas não pra dizer
Que eu estou indo embora
Talvez eu volte. Um dia eu volto, quem sabe
Mas eu preciso, eu preciso esquecê-la
A minha grande, a minha pequena
A minha imensa obsessão

Ando tão à flor da pele que qualquer beijo de novela me faz chorar
Ando tão à flor da pele que teu olhar pela janela me faz morrer
Ando tão à flor da pele que meu desejo se confunde com a vontade de nem sei
Ando tão à flor da pele que a minha pele tem o fogo do juízo final
Um barco sem porto sem rumo, sem vela. Cavalo sem cela
Um bicho solto. Um cão sem dono. Um menino bandido
Às vezes me preservo, outras suicido

Wally Salomão/Zeca Baleiro


Nunca duas músicas combinadas tiveram tanto a ver com meu estado de espírito como essas. Que aliás, eu já adorava antes mesmo de me identificar com a letra. É isso. Andei sumida primeiro porque estou excluída digitalmente – para continuar no padrão da minha-casa-refletindo-minha-vida, agora foi meu computador que desmoronou. Quebrou, deu pau total. Mas também ando meio triste, sem conseguir escrever textos inspirados e interessantes. Acho que é ressaca emocional depois da montanha russa em que caiu a minha vida. Cansei, tô desanimada, não me enche. Tchau, não insista, como repete minha amiga Rô. Cansei de gente maluca, de gente mal resolvida, de gente confusa , de gente mal amada. Cansei de gente que usa as pessoas. Ou que trata pessoas queridas como se fossem descartáveis. Cansei.

Dá, por favor, para alguém fazer alguma coisa boa, sensata e gratuita para mim, plissss???

(ei, amigos amados, vcs não valem. Até porque, estou até sem graça de tanto que ando apelando para vossos colos...)

Pelo menos, ando afogando as mágoas na minha nova paixão: um Celta vermelho e zerado que busquei na concessionária sexta-feira...

11.8.04

Tão surreal quanto Dalí




É inacreditável. Cici acha que eu, quando iniciei o blog, devo ter pedido a Deus histórias interessantes para atrair os leitores. Essa é a única explicação plausível para a sucessão de fatos surreais que ando protagonizando.

O de ontem foi com o bonitinho do primeiro-encontro-perfeito. Nos falamos, no meio da tarde, por conta de um favor qualquer e eu ouvi a seguinte frase: “queria te pedir um conselho de amiga...”. Silêncio mortal do outro lado da linha. Como é???? Em que momento da minha vida deixei de ser a boa menina que os caras querem seduzir para me transformar em uma pessoa sensata que dá bons conselhos???!?!!!

O mais grave é que, passado o choque momentâneo, eu incorporei mesmo a boa amiga. Sabe Deus porque, eu gosto desse menino e me importo com ele. Queria que ele ficasse bem. Fiquei lá, ouvindo na maior paciência, o histórico do relacionamento com a ex. “O que eu faço?”, ele dispara. “Huummm, sabe aquela ponte nova, bem alta, ali na 25 do Lago Sul? Se joga...” Não, não. Tive (mais) um surto de generosidade e compaixão humana e dei a ele meu melhor colo e meus melhores conselhos. Sabe lá como, ele conseguiu em uma semana aproveitar dois talentos que só dedico a pessoas especiais – sexo e amizade. Vai entender.

Claro que isso foi um mega abalo na minha auto-confiança de escorpiana. Afinal, a última coisa que eu preciso agora é de carinhas legais querendo ser amigo. Dá licença? De amigos, graças a Deus, ando muito bem servida. Tô precisando é de namorados e rolinhos... Alguém se habilita?

No final, acho que vou acabar amiga mesmo desse moço. Até ele voltar para a ex. Porque ela, com certeza, vai me odiar e proibi-lo de falar comigo... como sempre acontece... hehehe...

E para o meu dia terminar tão surreal como começou ainda encontrei o meu ex-sonho universitário, que tinha meio que desaparecido depois de me proporcionar uma noite bem chatinha. Com a cara cínica que TODOS os caras usam quando querem retomar um contato, ele perguntou porque eu sumi. (A-ham. Sumi porque sou canalha. E vc?) Inexplicavelmente, ele me chamou para tomar um vinho hoje. Vamos ver. A fila andou e não sei mais se estou interessada. Em todo caso...

10.8.04

De volta à infância



Ontem fui à loja de bijux mais barata da cidade e comprei uma coleção de fivelinhas e grampinhos para cabelo. Tudo lindo, colorido, quase romântico. Saí experimentando todas as combinações possíveis, quando me dei conta: “caramba, sou uma mulher de 30 anos mexendo na sessão infantil da loja!!!” Hahahaha... Nada como a desculpa da modernidade para vc poder fazer papel ridículo sem dor na consciência!!! Ah, óbvio, estou com fivelinhas no cabelo neste momento...

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Bom, já estou melhor. Obrigada a todo mundo que meu deu colo, carinho e palavras de apoio nos últimos três dias. Não canso de repetir que são vcs, meus amigos, que mantêm minha sanidade mental, né? Pois é. O mais importante é que tomei uma decisão séria. Nos próximos dias, vou me dedicar apenas a minha amiga Cici, já que este será o último mês dela no Brasil – e ao meu lado. Como sei que vou morrer de saudade quando ela for embora, vou gastar toda a presença dela por aqui enquanto eu posso...

Por outro lado, isso vai desviar minha atenção desses últimos acontecimentos da minha vida. Apesar da minha postura terapeutizada, generosa e adulta para enfrentar os tocos do caminho (literalmente, hehehe), caí na maior carência, claro. Precisei ouvir de todo mundo que sou uma menina bem legal para me sentir melhor (reconheço o pedido de confetes, people, e obrigada mais uma vez). Isso incluiu listas de motivos pelos quais os caras já se apaixonaram por mim. E sabe o que foi irônico? Ouvir que um deles era o meu alto astral... Tsc, tsc, tsc… Vou ter de me esforçar mais da próxima vez...

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É, mundo pequeno... Não bastasse o Orkut para nos mostrar que todo mundo é amigo de alguém que vc conhece, na vida real, vivemos esbarrando em coincidências. É a atual do meu ex que estuda com a minha prima adolescente (ninguém merece), é o bonitinho do primeiro-encontro-perfeito que é amigo de um grande amigo meu (e que me conhece muito bem, né amor?), é o segurança gatinho primo da amiga de uma amiga... ah, fala sério!!! Dá para chegar alguém novo nesta cidade, por favor??

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Ah, conforme o prometido. A cassação do deputado Carlos Xavier saiu mesmo. Foi publicada hoje no Diário Oficial da Câmara Legislativa.

9.8.04

E vejo flores em você...



Depois de um fim de semana de muito chocolate, muita leitura de blogs (nada como a desgraça alheia para amenizar a nossa) e muita conversa com amigos, começo a me sentir melhor. Tão melhor que até refiz o post indignado que colocaria aqui, se minha internet não tivesse dado pau ontem à noite. Melhor assim. Posso contar o que rolou com muito mais imparcialidade.

Vamos lá.

Meu último príncipe encantado em potencial – o tal vascaíno que me proporcionou um primeiro encontro perfeito semana passada - tinha um defeito gravíssimo. Terminara um namoro de quatro anos há apenas um mês. Trazia estampado na testa um néon gritando “roubada!”. Mesmo assim, eu, sócia-honorária do Clube das Mulheres Otárias, me deixei convencer pelos meus amigos-pollyana de que poderíamos ter uma chance. Diante da quantidade de exemplos que me apresentaram, de gente recém-saída de um relacionamento que se apaixonou por uma nova pessoa, decidi ver no que dava. E aceitei o segundo encontro com o pseudo-príncipe.

Vai ver até poderia ter dado certo, mas o moço descobriu que a ex está namorando. Caiu na maior deprê e, óbvio, desapareceu. (Não, ele não foi tão civilizado a ponto de me explicar o que estava acontecendo. Como boa jornalista, descobri isso por caminhos tortuosos, hehehe).

Quando eu soube, fiquei arrasada, me sentindo a mulher mais panaca do mundo. Mas, passado o choque inicial (que admito, me levou para o fundo do poço com a conclusão de que, DE NOVO, tava tudo dando errado comigo), consegui perceber que pior do que eu estava ele. Ser dispensado de um namoro de quatro anos e, depois de apenas um mês, saber que a ex já exibe um novo amor é barra. Fiquei pensando no meu ex – nego lindo, desculpa por todas as bobagens que já fiz com vc, viu? – que passou por situação parecida e até hoje não me perdoa por isso. E, claro, eu estava sendo uma idiota na época. Fiquei pensando em como é uma droga vc querer tanto ficar com alguém e saber que essa pessoa está tentando ser feliz com outro amor...

Enfim, me deu um puta aperto no coração por ele, que parece ser um cara super legal, além de lindo, educado, charmoso, gostoso e inteligente (noooosssa, vou mandar ele ler isso, hehehe...). E acabei telefonando, assim como quem não quer nada, só para dar um apoio moral. Não contei que sabia o que estava rolando, claro, mas fui a menina mais legal do mundo. Até propus que ficássemos amigos.

Depois de tudo isso, nesse meu surto de generosidade e compreensão com a humanidade, reitero minha tese de que, em geral, não há mocinhos ou bandidos em relacionamentos. Há, sim, desencontros e circunstâncias. Muitas vezes, encontramos alguém super legal, mas simplesmente não estamos prontos. Ou o alguém não está. E a oportunidade passa. Até que uma hora, nós e o alguém estamos na mesma sintonia. E pronto. Fez-se o amor.

7.8.04

Tristeza não tem fim, felicidade sim...

O espelho quebrou, a gaveta do armário quebrou, alguns dos meus imãs de geladeira preferidos quebraram. Parece que a minha casa resolveu acompanhar o meu estado de espírito e também desmoronar. Estou triste. Cansada, frustrada, desiludida. Tenho tentado escrever aqui mas, nos últimos dois dias, fiz quase cinco textos e desisti. É tão mais fácil dividir com vocês minha empolgação, meu humor ferino, minhas dúvidas existenciais... Já essa sensação de derrota que me ronda agora... é super difícil de traduzir me palavras. Tudo soa intenso, dramático e confuso. Vai ver que é porque sou exatamente assim.

Vou só aproveitar a máxima de que “uma imagem vale por mil palavras...”

4.8.04

Trabalho escravo - parte II

Uma rapidinha só para dar um oi

Estou enlouquecida com tanto trabalho. (Éééé, tem dias de loucura por aqui também). E depois de acordar às 5h da manhã na segunda-feira, para acompanhar meu chefe em uma entrevista na Globo, vou ter de repetir a dose amanhã!! Ninguém merece!! Ninguém merece a Globo!!! Vou começar uma campanha “eu odeio o Bom Dia DF”. Acordar às 5h duas vezes na mesma semana???!!! Pior, depois da entrevista, que deve acabar às 7h - 7h, ó meu deus! – vamos enveredar em reuniões e outras entrevistas, sucessivamente, até às 15h da tarde, quando acontecerá a histórica reunião que mudará o destino das nossas vidas. (Nossas, a minha e dos pobres que trabalham no mesmo lugar que eu, cara-pálidas). Enfim, semana de louco. Mas, se Deus quiser, tudo acaba amanhã à noite. Não em pizza, mas com uma bebedeira linda, de pura felicidade...

O mais legal é que, no intervalo disso tudo, ainda encontrei tempo para ser feliz. E apesar de toda a apreensão/preocupação/pavor do momento, estou de ótimo humor! Não é lindo?

3.8.04

Primeiro encontro perfeito



Em uma das dezenas de etapas da página pessoal do Orkut – é gente, como boa internauta, estou devidamente cadastrada nesse trequinho – precisamos responder como seria o nosso encontro perfeito. Preenchi lá, super convicta: o cara é maravilhoso, te leva para jantar, depois vcs vão dançar e a noite termina com gosto de quero mais. Ok, essa pode ser mesmo a descrição do “primeiro encontro perfeito”. Mas, a verdade é que o roteiro não faz diferença. No primeiro-encontro-perfeito vc pode ir comer cachorro-quente na entrada da quadra, um crepe na esquina ou uma pizza na Dom Bosco. Não é a programação que o faz perfeito. É a magia.

Primeiro-encontro-perfeito tem de ter magia.

Tem de ter uma sucessão ininterrupta de “nossa, como ele é lindo”, “nossa, como ele é inteligente”, “nossa, como ele é atencioso”, “nossa...”
Tem de ter cavalheirismo, atenção e elogios. Tem de ter piadinhas engraçadas para ajudar a quebrar o clima. Tem de ter afinidades – então vc é vascaíno?! Caramba, eu também!
Tem de ter nervosismo e expectativa. Tem de ter beijo bom, frio na barriga e vontade de pegar mais. Tem de ter gafes charmosas, para lembrar depois. Tem de ter descoberta e admiração.
Tem de ter aquele jeitinho de sonho (eita, tá sendo tão legal...). Tem de ter declarações contidas. E declarações que saem sem querer. Tem de ter sorriso falsamente envergonhado dela. E uma certa timidez dele. Tem de ter amigo tocando no celular para parecer que somos todos requisitados. Tem de ter conta paga por ele (claro!!).
E, o principal, tem de ter segundo encontro.