Um milhão ou perde tudo?
Tenho andado sumida, né?
Por incrível que pareça é que tenho trabalhado demais. Isso aliado ao fato que meu computador continua quebrado. Hoje, pelo menos, consegui resolver vários dos meus problemas burocráticos – pagar conta, dar entrada em documentos, comprar lâmpadas, etc, etc, etc - e estou me sentindo um pouco aliviada. Já tava começando a ficar estressada de novo!!! Ninguém merece. Enfim.
Mas decidi parar um pouco e escrever aqui para compartilhar com vocês uma teoria que ouvi esses dias e que, a cada minuto que passa, me convence mais. É a Teoria do Roletrando. Seguinte: você está na vida de solteira, beijando mil bocas (ou dezenas delas, pelo menos), conhecendo um bando de gente, vivendo mil histórias. É exatamente como gira a roleta. A setinha vai passando pelo 10 mil, 20 mil... e aí você vai se profissionalizando na guerra, sendo mais exigente, pegando caras mais interessantes... é a setinha passando pelo 100 mil, 500 mil... ela chega até o 1 milhão. E aí, ÓBVIO, ela já tá rodando devarinho, vc se anima “eita, vai parar no um milhão, é com esse cara maravilhoso que eu vou ficar de vez”. Mas não. Lei de Murphy básica, a setinha da roleta para onde??? No “perde tudo”. Que fica, claaaaaro, exatamente do lado do um milhão ou do dobra tudo. Não é exatamente assim?
A gente faz mil exigências sobre como tem de ser o cara que queremos na nossa vida. Jornalista nem pensar. Sem barriga, alto, carinhoso, inteligente, bem sucedido, que goste de dançar, que ouça rock and roll, que goste de viajar, que seja educado, bom de cama... enfim. A lista é enorme. Mas aí, como já bem disse meu amigo João, na hora de se apaixonar, a gente sempre escolhe aquele moço que passou na nossa porta por acaso. Ele não preenche nem metade da nossa lista de requisitos. Não é alto, não gosta de balada nem ama rock and roll. Mas não faz a menor diferença. O que importa é o jeito único com que ele fala nosso nome, o sorriso lindo que nos encanta, as manias charmosas que identificamos à distância, o relógio perfeito (ok,ok, admito, tenho fetiche com relógio masculino), o beijo delicioso, o olhar carinhoso...
Pois é. Tenho de encerrar citando Renato Russo. “E quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração?”
