Boas Meninas

O dia-a-dia das meninas do bem.

29.6.04

Sob o signo de Escorpião



Agora me dei conta que tenho esse blog há quase dois meses e nunca escrevi nada sobre astrologia!!

Sei que os céticos usam argumentos fortes para desacreditar esse papo mulherzinha de signos. Garantem que, da mesma forma que fazemos um mapa astral com a trajetória dos planetas ao longo das nossas vidas, é possível fazer um mapa com os vôos de avião. Afinal, está tudo transitando no céu, hehehe... mas, enfim. Acredito mesmo e pronto. Até porque dei a sorte de nascer com o melhor signo do Zodíaco: Escorpião. Solenemente gravado em uma tatuagem. E, quem nunca passou na mão de um (a) escorpiano (a) que corra atrás. A experiência é transcendental.


Momento protesto


Ontem assisti a uma apresentação de uma banda de percussão exatamente igual ao Olodum. EXATAMENTE IGUAL. Mas, só porque o grupo era composto por brasilienses brancas gatinhas, tocou no Gate´s e o público rock and roll achou incrível. Ah tá. No ensaio da terça-feira no Pelô rola a mesma coisa. Mas pelo menos é original.

P.S. Não estou reclamando do show, ok? Meu pé na senzala, responsável pelos polêmicos cachos do meu cabelo, e minha baianidade de origem amaram o som.

28.6.04

Momento poesia

Frase linda que ouvi da Rô:

"Às vezes, passo por desfolhamentos."

Saúde de corpo e alma

Acabei de ler o blog de uma amiga (muito legal, confiram o adorodeio linkado aí ao lado) um texto sobre a importância de termos saúde. Concordo plenamente, claro. Nossos problemas cotidianos – falta de grana, falta de companhia, falta de motivação – soam ridículos quando comparados com a falta de saúde. Graças a Deus, eu e meus amados, sejam parentes ou amigos, estamos bem. Mas eu queria fazer uma ressalva importante.

Ter saúde está intimamente ligado a ter paz de espírito. Pude comprovar isso no início do ano passado. Eu estava casada, tinha acabado de chegar de uma viagem à Europa, planejava ter filhos, tinha as contas pagas, carro, um emprego que teoricamente me dava reconhecimento e satisfação. Família bem, vida aparentemente normal.

Mas aí aconteceu. Passei a dormir apenas três ou quatro horas por dia. Tinha taquicardias freqüentes. Tinha umas tremedeiras surreais, que me impediam até de digitar matéria no final da noite. E, em uma madrugada qualquer, acordei com um ataque de ansiedade (para quem teve a sorte de nunca se deparar com um, os sintomas são falta de ar, dor no peito, angústia, taquicardia, tremedeira e outros adendos). Diagnóstico de tudo isso: síndrome do pânico. Ou qualquer outra doença com as mesmas causas – estresse e ansiedade.

Estou bem agora e os detalhes dessa história não importam. Só queria dizer que, apesar de estar fisiologicamente bem – minha interminável bateria de exames revelou que eu não tinha nenhum problema –, eu pirei. E adoeci. Então, people, ter saúde passa principalmente por cuidarmos da nossa vida. Direito.


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Cansada de ouvir comentários sobre este blog ser ameno, ser feliz ou ser cor-de-rosa, Michele decide tratar apenas de assuntos cabeção. Quer discutir questões filosóficas, ter crises existenciais, falar de dor de cotovelo e repensar as relações humanas.

Só que, na primeira tentativa, ela morreu de tédio!!!

Óleo na pista

(Tava tudo bom demais, né?)

Bati o carro.
Foi a minha primeira experiência com acidentes de trânsito. Perdi o controle do carro – por conta de uma poça de óleo, veja bem - em umas das trocentas tesourinhas de Brasília. Rodei na pista, subi o canteiro e, em uma aplicação básica da lei de Murphy, acertei o único tronco de árvore existente no caminho. Eu sei, eu sei, foi um caso clássico de derrapagem. Mas até então meu único dano nas pistas era meio farol quebrado por conta de uma manobra sonolenta em um estacionamento. Ainda estou traumatizada.

Pelo menos, o incidente serviu para derrubar um grande mito em que eu acreditava piamente. Dizem por aí que vc vê a vida passar diante dos olhos quando vai bater. Não aconteceu comigo. Eu só consegui pensar “ai, tomara que não doa!!”. Ok, estou sendo dramática. Mas na minha estréia em acidentes, eu não fazia a menor idéia se o que estava acontecendo era uma batidinha leve e comum ou se eu ia parar no hospital, com amigos ao redor, família chamada às pressas...hehehehe...

Enfim, tá tudo bem. Fui socorrida por um dos meus primos queridos e ainda voltei para casa dirigindo. Seqüelas mesmo só no meu pobre carro, que ostenta uma enorme mossa na porta esquerda. E no meu novo incômodo a fazer tesourinhas pela cidade.

OBS. Para quem não entendeu o recado: agora preciso de carona para ir a todos os lugares...

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Como notícia ruim nunca vem desacompanhada, fiquei sabendo que meu ex-namorado mineiro casou. Beleza, a gente terminou há seis anos e desde então ele namorava a mesma menina. Mais que natural que acabasse casando com ela. Mas, como típica escorpiana que sou, não consigo encarar isso com tranqüilidade. Pô, o cara foi o meu melhor namorado. Não podia ter me esquecido assim tão rápido!!!

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Para compensar tanto estresse, uma constatação importante me deu ânimo novo esta semana. Fui a um encontro com um povo do meu trabalho antigo. E bastaram uns 40 minutos na mesa do bar para eu ter certeza de que fiz a coisa certa em mudar de vida.

Caramba, como jornalista é chato!! Hahahahahahaha!

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Meu amigo blogueiro, meu maior crítico e incentivador, disse que sempre se surpreende com os textos que encontra aqui. Ele diz que começa a ler achando que vai ser algo fútil e, no final, a história é boa. Atenção para o detalhe: ELE ACHA QUE TEM ESSA IMPRESSÃO DE FUTILIDADE PORQUE O BLOG É COR DE ROSA!! Hahahahahahaha!!! Quanto preconceito! Em todo caso, quando eu quiser falar absolutamente sério, vou transformar o blog em um espaço PB, super cabeção!!! Igual aos filmes que vejo no meu dvd novo.

(Sim, porque diante de todas esses percalços da minha vida, é ÓBVIO que eu comprei um dvd e ele não funciona direito na minha televisão. Mesmo com a gambiarra que fizeram para que eu pudesse instalá-lo. E como agora não tenho grana para comprar uma tevê nova – ainda mais com o conserto do carro – só tenho uma saída: assistir filmes em versão “cabeça”. Já vi Monstros S/A, Feitiço de Áquila, Corpos em Evidência e até Dirty Dancing!!! Quem quiser uma sessãozinha de cinema cult, é só me ligar...)

23.6.04

Estética brasiliense

Gente, estou super sem tempo!! Hehehe...

Ontem incorporei definitivamente esse meu novo estilo de vida “ordinary life”. Precisei ir a um evento do meu trabalho e o fiz do jeito mais patricinha possível: terninho preto, blusinha verde-água, cabelo MEGA escovado, sandália de salto altíssimo, maquiagem e unhas pintadas de esmalte “paris”!! Talvez para vcs, meninos, essa descrição não faça sentindo, mas as boas meninas que lerem esse post vão conseguir entender exatamente o que estou falando. Me rendi total!!

O impressionante, porém, é a reação que esse tipo de visual provoca. Reencontrei um amigo de muito tempo no tal evento e ele (surpreso, óbvio) me encheu de elogios. Estava tão impressionado que hoje de manhã me mandou uma mensagem para registrar quão linda eu estava... Vocês, homens, não conseguem reconhecer nenhuma dessas mudanças como fatos isolados. Mas o conjunto completo fica bem “perceptível”, né? No fundo, no fundo, as pattis louras de cabelos escovados é que fazem sucesso mesmo. A quantidade de olhares masculinos atraídos por um cabelo liso e blazer é absurdamente maior do que por cabelos cacheados e calça jeans. E não adianta negar, ok? Tô observando isso na prática.

Por isso, apesar de estar me divertindo horrores em fazer o tipo típico brasiliense, quero deixar registrado meu protesto. Essa ditadura da escova é um absurdo.

Acabo de ser interrompida por um deputado. Ele me pergunta se estou trabalhando com assessoria agora, se larguei a redação. E dispara: “É por isso que você está andando mais arrumada? Me conta, por que jornalista anda tão bagunçada, hein?”

Assunto encerrado.

17.6.04

Blog Feliz

Não tenho postado muitos textos aqui nos últimos dias porque estou trabalhando muito. (hahahahahaha!!! Piadinha!!!). Na verdade, uma das minhas amigas de infância de Salvador está aqui e estou dando total assistência a ela – leia-se a levando aos shoppings e feiras, além das baladas todas as noites. Mas ela já vai embora no final da semana e ficarei à-toa outra vez.

Um outro motivo também está esfriando minha criatividade. Um amigo blogueiro me disse que ninguém gosta de ler blog de gente feliz e bem resolvida. O público (imagina, tenho público agora!) quer se identificar com gente com muitos dramas... afinal, sem drama, não tem graça. Como tenho passado longe de crises emocionais ou tristezas profundas nos últimos dias, fiquei bloqueada. Estou super empolgada com o trabalho novo. Estou com minha amiga Vivi em casa. Estou descansada e de ótimo humor. Virei Pollyanna!!

Momento Bridget Jones: gente, um dos meus novos chefes – tenho dois, um prático e um político – é um gato! Passou bem nos meus dois principais critérios eliminatórios de seleção masculina: tem o corpo em forma (panceless) e se veste super bem. Ainda tem olhos azuis e é um amor!

14.6.04

Agora só ano que vem

Sobrevivi. Passei pelo meu primeiro Dia dos Namorados solteira depois de uns oito anos sempre acompanhada. Até que foi simples. Eu e Rosinha passamos a noite acompanhadas de um argentino, tinto e seco, maravilhoso. (Aliás, dica da Rô para se escolher um bom vinho: olhe o rótulo. As melhores marcas têm informações detalhadas no verso. Ontem deu certo.) Além do vinho, aproveitamos para experimentar uma receita exótica de massa com molho de limão que há tempos eu queria testar. Enfim, noite tranqüila e absolutamente normal. E que ficou ainda melhor de pensar que, em um restaurante badalado distante daqui, pratos estavam sendo feitos com o pensamento em mim. Resultado das voltas que o mundo dá.

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O marqueteiro de Santo Antônio é muito melhor do que os dudas mendonças que existem por aí. O santo casamenteiro comemora seu dia no “day after” ao dia dos namorados. É perfeito para angariar devotos!! O cidadão passa a noite deprê, se sentindo o mais mal amado do mundo, daí acorda de manhã decidido a encontrar alguém. E, coincidência!! É o dia de Santo Antônio, que promete milagres nessa área. Daí é só aproveitar algumas das dezenas de missas em homenagem ao santo, uma imagenzinha, uma reza, uma promessa e pronto. Temos um fiel a mais.

(Ah, óbvio que eu também fiz a minha fezinha. Vai que o santo é tão bom de serviço quanto de marketing?! Ganho um cara lindo, rico, inteligente e louco por mim!!!)

9.6.04

Vida nova

Ainda sob o impacto da mudança...

Ontem encarei pela primeira vez desde que me entendo como motorista um engarrafamento no horário de rush dessa cidade. Gente, como tem carro em Brasília!! Acostumada aos horários não-convencionais de jornalista, nunca encarei o eixão ou o eixo monumental na mesma hora em que a maior parte dos trabalhadores da cidade. Isso para mim não existia. Pois não é que eu adorei?! Eixão mega movimentado, tesourinhas engarrafadas... Gente, Brasília parecendo uma cidade de verdade. Fiquei orgulhosa.

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Continuo ouvindo comentários surreais sobre a minha mudança. Mas, tenho de admitir, estou feliz (eu sei, é apenas a primeira semana e não encarei nenhum pepino ou bronca de chefe ainda).

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Dia dos Namorados se aproximando e... Caramba, foi sempre assim?!! A cidade ficou monotemática. Os shoppings têm fotos de casais lindos, felizes e trocando beijos cinematográficos em todas as lojas, corredores e até nas praças de alimentação. Na tevê, todas as propagandas falam de amor. Nas revistas, todas as matérias dão dicas para se passar o dia dos namorados mais barato, mais sensual, mais romântico, mais qualquer coisa. Os hotéis estão lotados de promoções para “serem curtidas a dois”... CREDO!!! O que, nós solteiros, faremos no próximo sábado? Suicídio coletivo?!

7.6.04

Saudade já presente

Gente, sábado foi a festa de aniversário da Cici, da Cris e de mais três amigos. Festinha animada, cheia de gente diferente, som perfeito, tudo certinho. Mas eu tive uma crise de choro em plena pista de dança!!

Por quê? Bom, estou uma pilha de nervos com toda essa mudança, claro. Mas o choro foi de saudade! Mesmo. De repente, me vi no Café Arena, em meio a mais uma das dezenas de festinhas legais que frequentamos, sem NENHUM dos meus melhores amigos. NENHUM, sabe o que é isso? Bóris na Austrália, Augusto na Espanha, Luiz em Sampa e Neto, de férias intermináveis na Argentina. Claro, antigamente acontecia de um ou outro faltar a essas festinhas. Mas, no sábado, me toquei que eles não estavam presentes não porque tinham um compromisso qualquer. Mas porque não moram mais na mesma cidade - ou mesmo país - que eu!

Caramba. Deu um aperto enorme no coração. Poxa, nos últimos dez anos vcs estiveram ao meu lado praticamente todos os finais de semana. E agora... Por isso, eu queria repetir o quanto eu amo vcs quatro. E o quanto fazem falta por aqui. Não vejo a hora de nos reunirmos de novo.

(Eu usei pseudônimos para cada um de vcs para ficar mais divertido, tá?)

Mundo moderno

Deve ser mesmo muito complicada essa transição das famílias tradicionais para famílias modernas. Só essa dificuldade explicaria as cenas surreais que nos deparamos por aí. Esses dias, fui à festa de aniversário de uma amiga. Solteira, loura, gata, ela andava meio triste porque o ex mudara de país. As amigas então decidiram lhe fazer um agradinho. E contrataram um striper bombado para tirar a roupa na festa, que aconteceria na casa de uma delas.

Beleza. Casa cheia, mulherada ansiosa, chega o rapaz, vestido de bombeiro – tema atual, claro – para o primeiro número. Ainda se ambientando, vai tirando a roupa e deixando a platéia feminina acesa. No segundo número, de Zorro e já bem à vontade, o rapaz arrasou. Não apenas tirou a roupa como deixou todo mundo boquiaberto com tamanha desenvoltura. As mais afoitas precisaram até de banho frio depois...

Encerrado o show, eis que aparece a dona da casa, mãe de umas das meninas. Pede silêncio e explica que só deixou aquela baixaria rolar em plena sala de estar porque Cesinha (era esse o nome do Zorro) era amigo de infância das filhas. Vizinho de rua, crescera junto com elas. Um misto de choque, divertimento e constrangimento tomou conta da sala. Como assim, amigo de infância? Você não se sente estranha do teu vizinho ter acabado de TIRAR A ROUPA e se esfregar em pelo menos três das tuas amigas em cima do teu sofá?!

Naturalidade era palavra. A situação era tão natural que, em poucos minutos, aparece Cesinha, quase irreconhecível dentro de uma calça jeans e camiseta preta. De vestígio do bombeirão tarado de minutos antes, só mesmo o gel no cabelo... Tímido (dá para acreditar??!!), sentou no canto da sala, tomou refri, comeu bolo, conversou com as amigas. E a mulherada que acabara de passar a mão em partes impublicáveis daquele corpo bombado, ficou ali, atônita!!

Mundo moderno é o que há...

Obs: Fato é que Cesinha rendeu histórias por dias. Até a semana seguinte, quando uma das minhas amigas estava no maior love com o carinha com quem saía. Super sensual, o moço subiu na cama e ensaiou um strip especialmente para ela. Só que ao pobre, faltava o “talento” de Cesinha. “Tive de faze-lo parar”, admitiu minha amiga. “Ou cairia na gargalhada”...

4.6.04

The real love

Só para registrar: amor de verdade sobrevive a tudo, seja ao tempo ou à distância... Não é?

Por uma vida MUITO menos ordinária

Ah, vamos lá. Ser jornalista é lindo. Você tem a gloriosa missão de contar as pessoas o que acontece à sua volta. É fazer história. Nada se compara à adrenalina que toma conta dos jornalistas ao se deparar com uma notícia de verdade. Um 11 de setembro, uma final de copa do mundo, meninos queimando índio, a posse do Lula... Não importa o assunto, a (grande) quantidade de horas trabalhadas... Só importa a adrenalina que contamina até o ar que circula na redação. É lindo. O cotidiano já caótico de uma redação fica ainda mais alucinado quando, na verdade, tudo está correndo na mais perfeita ordem para, no dia seguinte, neguinho em casa ler uma edição emocionante.

O problema é que toda essa é beleza é rara. O dia-a-dia é completamente diferente. A rotina não tem nada de glamourosa. Ao contrário, é bastante dura. Mais de doze horas de trabalho diárias. A impossibilidade de encarar qualquer compromisso com horário fixo - quem não precisou remarcar o dentista por três vezes porque, exatamente na hora da consulta, o governador decidia dar uma coletiva, ou acontecia um acidente grave, ou os deputados agendavam um café da manhã com a bancada??!! Pouca grana. Pouquíssimo contato com a família - plantão no final de semana, escala de plantão em feriados prolongados, trabalho normal em feriados simples. Tudo isso para garantir que o jornal venda bem. E o lucro com as vendas?! Viram cotas para os sócios do jornal... hehehehe...

Por isso decidi experimentar uma vida normal, só para variar. Estar presente aos churrascos de família no domingo. Voltar a estudar. Marcar hora no salão de beleza e comparecer. Dormir bem. Conhecer uma forma de diversão abstrata para mim: o tal do happy hour. E, para completar, ter grana no final do mês. É tão difícil de entender assim?

Por uma vida menos ordinária

Há três dias tento escrever alguma coisa sobre a mudança de emprego e, por tabela, dessa minha mudança de vida. Mas tá tudo tão confuso na minha cabeça que não tinha conseguido elaborar um texto coerente. Mas já consigo escrever, pelo menos, sobre as críticas que tenho recebido.

Saí de um lado da batalha para encarar o outro, exatamente oposto. Estou me sentindo meio assim, um atacante bem sucedido do Vasco que decidiu virar artilheiro do Flamengo. (Pronto, é a metáfora perfeita!) Parte da torcida vascaína, que gosta realmente do jogador e acredita que o cara é bom, entende. Fica chateada e tal, mas acredita que o jogador vai se dar bem em qualquer time que escolher jogar e, por gostar do cara, torce para que dê certo. De quebra, ainda se preocupa com a defesa do Vasco, agora que o cara foi para o time rival. Outra parte da torcida, só crítica. Fica puta, fala mal, diz que o cara é vendido, que na verdade sempre foi flamenguista... Desenvolve desprezo e ódio mortal.

Mas ninguém pára pensar em quais eram as condições de trabalho do tal jogador. Se o cara tava com salário atrasado há meses. Se o técnico planejava deixa-lo na reserva para colocar um cidadão recém-chegado do juniores. Ou se o plano de saúde do time não cobria as despesas com a filha pequena. Ou, sei lá, se ele encheu o saco de jogar em São Januário depois de tanto tempo e precisa de um desafio novo até mesmo para ter certeza de que joga bem.. Enfim, esquecendo a metáfora, tá bem difícil fazer uma mudança como essa, quando eu mesmo sou vascaína apaixonada. E me sinto um pouco assim, indo jogar no Flamengo. Pior que o telefone não pára de tocar, com gente querendo fazer os mais absurdos comentários...

Mistérios masculinos

Alguma alma boa poderia, por favor, tentar me explicar como funciona cabeça de homem? Não, na verdade, nem preciso de informações tão complexas. Uma dica só bastaria: por que diabos os homens só respondem “positivamente” quando os tratamos mal?!! É a coisa mais clichê do mundo! Esse papinho jargão de que “homem é que nem chiclete, quando mais vc pisa, mais ele gruda” é real!! Ah, fala sério!!

Quando eu fiquei solteira, decidi que seria uma boa menina. Reavaliei toda a minha vida amorosa e corroída pela culpa, decidi ser do bem. Resultado? Só entrei em roubadas, ÓBVIO!!! E hoje, cada vez que eu faço um joguinho com algum espécime masculino, tudo dá certo. Ah, boys, me poupem. A cada vez que isso acontece, fico mais desiludida com vcs. Dá para ser menos clichê e gostar de boas meninas, só para variar?

P.S. Ok, ok. Tem todo a conversa autoajuda de que precisamos nos valorizar para que os outros nos dêem valor, blá-blá-blá... Mas a verdade é que vcs se amarram quando a gente esnoba, sacaneia, troca, some, substitui...