Boas Meninas

O dia-a-dia das meninas do bem.

29.9.04

Literatura Contemporânea



Em um momento de ócio ontem à tarde – enquanto o telefone dava uma trégua e o meu chefe não chegava para a tão esperada coletiva – descobri endereços de blogs “profisisonais” na Internet. Estou realmente impressionada. Por aqui, nesta rede nem sempre levada a sério, existem escritores de verdade. Gente quase-anônima que faz literatura contemporânea do jeito mais moderno possível – na internet. Crônicas cotidianas, carregadas de humor, leveza ou sensibilidade, que poderiam estar reunidas em qualquer livro desses badalados pela crítica. Talento. De verdade.

A descoberta me proporcionou um olhar novo sobre essa coisa de ser blogueira. Claro, não consegui evitar uma sensaçãozinha de vergonha, por ser tão amadora no ato de escrever o que quer que seja. Mas sem neuras. Não tenho grandes ambições e o motivo principal dessa coisa cor-de-rosa que vcs se dão ao trabalho de ler é muito mais me deixar feliz do que divulgar algum traço literário que eu pretensamente tenha – até porque, depois dessa frase enooorme, está provado que não tenho traço nenhum... hehehehe...

Mas, por outro lado, me deixou com vontade de ser mais cuidadosa. De caprichar mais. De tentar aliar espontaneidade com técnica, com apuro literário. Óbvio que não vou conseguir assim de primeira. Mas, prometo a vcs que estarei tentando. No mínimo, vai melhorar a qualidade dos textos e vcs se divertirão mais.

(Claro, os endereços dos bons blogs que descobri estarão devidamente listados aí ao lado em breve. Só não vale abandonar o meu, ok?)

28.9.04

Meu inferno astral chegou...



Estou passando uma semana difícil, com uma mega crise a ser contornada no trabalho. Queria aproveitar o blog para agradecer a todos os amigos queridos que me ligaram e ofereceram colo, carinho e apoio. Faz a maior diferença, acreditem. Queria também dizer que estou bem, apesar de tudo. Continuo encarando meu novo emprego como um desafio e uma nova experiência profissional (agora mais do que nunca, hehehe...). E que minha pilha para o trabalho continua duracel...

Mas... no meio do caos instaurado na minha vida nos últimos quatro dias – alguém tem noção do que é atender ligação de repórter das 8h30 às 22h?!? – tenho encontrado tempo para manter meu programa de fitness. E fui andar no parque de manhã cedo (tenho de admitir, estou querendo chegar bronzeada ao fim de semana...). Pois não é que esse papo de dar a voltinha no parque acabou fazendo com que eu me sentisse super brasiliense? Gente, moro nesta cidade há 10 anos, mas só hoje consegui sentir o gostinho de um típico morador da capital. Um quase funcionário público...

Primeiro, eu estava no parque antes das 8h da manhã – não se assustem, o ET que se instalou no meu corpo esse fim de semana continua dominando a minha rotina, fazer o quê? – impressionada com o movimento da galera. Como tem gente acordada no mundo esse horário!!!

Segundo, o parque é lindo, mas é o retrato perfeito da secura da cidade. Um lago, vários bebedouros, mas nada ameniza o tom amarelado que toma conta da vegetação do cerrado. Só de olhar dá sede...

Terceiro, não tem nada mais brasiliense do que fazer um programa cotidiano e esbarrar num político, né? Eu, que raramente havia encontrado algum fora do habitat natural deles, dei de cara com ninguém menos que Luiz Estevão. De bermuda, sem camisa, meio desconfiado, nosso senador cassado exibia uma pancinha básica enquanto encarava a pista mais longa do parque (viu, people, to até aprendendo os caminhos do parque). Enfim, fui para casa com a certeza que virei gente normal...

26.9.04

O dia em que troquei uma noite na balada pelo Parque da Cidade



Não, amigos leitores, vcs não estão lendo o blog errado. Foi exatamente isso que eu fiz esse final de semana. Ok, ok, também concordo que devo estar com o corpo invadido por algum extraterrestre ou sofrendo de algum distúrbio psicológico repentino, absolutamente grave e provavelmente letal. Mas troquei o badalado BMF – para o qual eu tinha conseguido cortesia, imagine! – por uma saudável manhã no Parque da Cidade. E não me arrependo. Ao contrário, estou feliz e aliviada.

A crise de personalidade – sim, continuo acreditando que minha mente está dominada por alienígenas – começou no jantar de sábado. Antes de ir ao BMF, eu tinha de ir a um jantar tradicional da minha família. Beleza, levei a muda de roupa no carro, combinei com as meninas e estava tudo pronto quando me bateu uma enorme preguiça. Eu simplesmente despilhei. Só de imaginar aquele mundo de gente (seriam 20 restaurantes e 40 bares só na praça de alimentação, olha a cabeçada), aquela muvuca, o bate-estaca, os rolés-guerreiros, a social... foi me dando uma canseira...

Por favor, não me interpretem errado. Eu não estou dizendo que o BMF seria (ou foi) uma droga. Nem estou recriminando quem foi e se divertiu . Claro que não. Eu apenas não estava na pilha. Não estava a fim. E pronto. Decidi não ir. Doei meu ingresso ao meu primo - só a felicidade dele com isso já valeu a pena – e corajosamente fui para casa dormir. Resisti bravamente aos apelos dos amigos, que me chamaram de louca, disseram que eu ia me arrepender, coisa e tal. E me atirei na cama. Antes, combinei de andar no parque pela manhã.

(Óbvio que eu estava morrendo de medo de me arrepender. E mais ainda, de estar me transformando numa velha solteira, ranzinza e chata, que não sai mais de casa. Enfim.)

Acordei no domingo absolutamente feliz. Descansada. Pronta para uma boa caminhada no parque, debaixo do sol lindo que estava fazendo. E fui. Acompanhada da Fê e de Tizy. Caminhei, ganhei uma cor, tomei água de côco. Me diverti. De verdade. Antes, ainda atendi um telefonema das meninas, às 9h, do BMF. “Estamos te ligando para vc ver o que perdeu”, me disseram. Perdi? Sinceramente? Tenho certeza de que não.

24.9.04

Eita calorão!!



Só pode ser o calor. Essa secura de Brasília, que deixa a temperatura ambiente em mais de 30 graus e o nosso corpo louco por uma boa sombra. Só mesmo essa falta de brisa para refrescar e os raiozinhos quentes saindo do eixão podem justificar a moleza endêmica que assolou a cidade. Caramba, que preguiça!!

Estou com preguiça de tudo. De vestir uma roupa de trabalho, colocar um salto, encarar o trânsito. Preguiça de sentar em frente ao computador, participar de reunião ou atender telefone. Que preguuuuiiiiçaaaa... Com esse calorão todo só dá vontade é de deitar numa rede, tomar uma água de côco e ficar vendo o marzão de fundo... (sim, só vendo de fundo, porque tô com preguiça até de atravessar a areia para dar um mergulho!!)

O lance é que essa preguiça ataca não só o nosso organismo, mas também o nosso espírito.

Estou com preguiça de pensar. De me estressar. De defender pontos de vista. Até de fazer planos. Estou desanimada para escolher um lugar para sair. Programar uma balada. Entrar numa paquera. Pensar em fazer uma produção, sair para dançar e trocar olhares com um moço?? Ai, que preguiça! Vou ter de conversar, sacar qual é a dele, jogar charme, trocar telefone... ai, ai, que preguiça mesmo. Teorizar sobre o mundo, analisar se estou feliz, entender um mau humor repentino? Ah não, deixa quieto. Deixa tudo quieto. Vamos só sentar e relaxar... descansar um pouco. Esperar esse calorão passar...

21.9.04

Uma noite de patrícia



Meu período de recolhimento acabou.
Voltei a encontrar meus amigos, sair de casa e encarar baladas. Hoje, fui assistir Brilho Eterno de uma Mente sem Lembrança outra vez. Lindo, lindo. Ainda melhor na segunda vez. Ontem, passei o dia com Tizy e Fê. Fofocas, gracinhas e apoio de amigas. Perfeito.

Mas o meu retorno à vida social foi triunfante. Encarei uma noite de sábado na Macadâmia. Não sabem o que é isso??? Ah, pelo amor de Deus, cadê a cultura playboy de vcs? Nem parecem ser brasilienses... Bom, a culpada disso foi a Fê, que praticamente me obrigou a acompanhá-la a uma festa de aniversário na boate da moda da nossa capital. Como amiga generosa que sou, topei. E agora, claro, ela me deve um favor eterno. De quebra, ainda tive a oportunidade de conhecer a tal boate, que cobra escandalosos R$ 25 reais de entrada, por meros cinquinhos. Não foi uma noite tão perdida assim.

Macadâmia I – Os Preparativos

O problema é que, ao consultarmos minha querida prima patty-freqüentadora-da-tal-boate sobre que roupa usarmos, eu e a Fê descobrimos que não tínhamos nada à altura do lugar. Resultado? Precisamos fuçar os guarda-roupas das nossas respectivas primas patricinhas – sim, elas são fundamentais para a sobrevivência de uma boa menina – para encontrarmos nossas fantasias. Eu, de calça e blusa pretas, super social, colarzinho patty e Amarige (parêntese especial, amarige é o perfume usado por todas as patrícias em guerra. Temos uma grande desconfiança de que é feito à base de feromônios, porque o efeito no sexo oposto é indiscutível). Ela, de calça preta e frente única dourada. Pois é, vcs perderam a Fê de frente única dourada. BRILHANTE.

Macadâmia II – O ambiente

Montadas a caráter e acompanhadas do André, chegamos a tal boate. O lugar é legal, espaçoso, decoração bonita. E uma pista de dança enorme. Um desperdício... Enfim. O problema começava com o som. Aquele house insuportável com tanta mixagem que vc sequer reconhece a música. E continuava com o público. Uma pirralhada sem fim, uma leva de mulher escovada com minissaia e escarpin, e outra leva de homens sarados de topete no cabelo e blusas coladas... ai, meu deus. Ninguém merece!!
Não bastasse isso, imaginem a quantidade de cenas freaks que fomos obrigadas a assistir. Uma pirralha de vestido colado azul de lurex (aquele pano brilhante com fios prateados) e uma antena na cabeça. Isso mesmo, anteninhas fosforecentes na cabeça!!! Dá para acreditar?! Uma loura gorda, de tubinho preto, dançando como uma verdadeira striper em cima do palco (depois, funkeiras é que são baixo nível...). Uns amigos, se achando super divertidos, dançando “sensuais” no meio da pista de dança... (típicos nerds que nunca encaram pistas de verdade).
OK, OK. Ou eu estou cada dia mais velha, chata e preconceituosa, ou Brasília não tem mais nenhum futuro!

Macadâmia III – O show

Imaginem que esse foi o melhor momento da noite. A tal bandinha, Mr. Maggoo, com o vocalista mais empolgado dos últimos tempos, até que não era ruim. Tudo bem, tocava o pop-rock nacional mais óbvio do mundo – com direito a Meu Erro e Óculos – mas eu, enquanto boa menina pop – curti. Principalmente os hits do Frejat e do Rappa...

Macadâmia IV – A influência do André

Bom, apesar da descrição acima, de eu estar com crise de garganta, e de nossos mega salto altos estarem nos matando, o saldo da noite foi positivo basicamente por causa do André. O lindo-pollyanna conseguiu, em poucas horas de conversa, derrubar dois dos conceitos mais arraigados da minha vida. O primeiro: a pirralhada que nos rodeia. Astutamente, ele me alertou para o fato de todos nós aparentarmos menos do que nossas idades reais. Ele, por exemplo, tem cara de baby de 21 anos. A Fê também. E tantos outros. Tive de concordar, aparência engana. Até posso estar fazendo um julgamento errado do povo à minha volta. Ponto para ele. O segundo: diante das minhas queixas sobre a falta de homens altos em Brasília, ele argumentou que caras da nossa altura também podem ser legais. O encaixe no abraço, por exemplo, é mais perfeito nos mais baixos. E, afinal, queremos um homem, não um travesseiro, né? Ponto de novo para ele. Mudou a minha vida.

Beleza, mudou minha vida mas não a ponto de eu virar frequentadora da Macadâmia, ok? Foi experiência antropológica, devidamente registrada aqui. Uma nova oportunidade, talvez na próxima encarnação...

17.9.04

Em tempos de recolhimento...

Lua Adversa
Cecília Meirelles

Tenho fases, como a lua
Fases de andar escondida, fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida! Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua, tenho outras de ser sozinha.

Fases que vão e que vêm, no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário inventou para meu uso.

E roda a melancolia seu interminável fuso!
Não me encontro com ninguém
(tenho fases, como a lua...)
No dia de alguém ser meu não é dia de eu ser sua...
E, quando chega esse dia, o outro desapareceu...


Roubei da Fê o poema da Cecília Meirelles que ela me enviou hoje para descrever o momento que estou passando (vc deixa, né amiga?). Mas é que nunca vi nada tão perfeito. Estou escondida. Depois de muito andar na rua, um cansaço inexplicável se abateu sobre mim. Não tenho ânimo de ir a baladas, não tenho ânimo de enfrentar rodas de bate-papo, não tenho ânimo de sair de casa. “Não me encontro com ninguém. E no dia de alguém ser meu, não é dia de eu ser sua”. Exatamente assim. Mas não se assustem. Não estou deprimida. Nem carente. Apenas recolhida em mim mesma.

14.9.04

Minha primeira vez virtual




Consegui enfim, consertar meu computador e, desde então, tenho passado horas a fio on line. Completamente viciada, admito. Mas, enfim, entre pesquisas, messenger, e-mails, blogs e afins, decidi entrar nas salas de bate-papo. Afinal, é o lugar mais clássico da Internet. Passeei por várias até parar em uma de sexo virtual. Caros leitores, não fiquem chocados. Afinal, precisamos explorar novos horizontes...

Minha primeira tentativa de interação foi um fracasso. O escolhi como nik “Docinho”. Simplesmente porque tem um adesivo das meninas superpoderosas no meu monitor e eu não quis pensar muito sobre o assunto. Resultado: numa sala com mais de 20 pessoas, fui solenemente ignorada. Nem unzinho dos presentes se interessou em falar comigo.

Beleza, encarar um zero-a-zero na balada é normal. Já tô pra lá de acostumada. Agora ser ignorada numa sala de sexo virtual é o fim!!! Inadmissível!! Fiquei lá uns cinco minutos até começar a me sentir uma pateta. Imaginem: parada sozinha na porta de uma sala, com todo mundo transando lá dentro... Situação mais constrangedora!!!

Já tava desistindo quando lembrei de uma teoria que homem adora mulher com nome meigo. (Eles são assim, fazer o quê?) Saí da sala e voltei com o nome de menina mais meigo que conheço: Melissa. Tiro e queda. Mal entrei e dezenas de convites para teclar pularam na minha tela. “Bronzeado-sarado”, “lourinho de floripa”, “sedutor”, “gato moreno”, “negão25”... todo mundo louco para trocar uma idéia com a Melissa...

Fui conversando com um, com outro, sentindo o clima (baixo, claro). E constatei que nem virtualmente homem gosta de preliminar. Era um tal de “estou tirando a sua roupa” já nos primeiros cinco minutos... um absurdo. Mal rolava um beijinho na boca antes... Nem contar que era a minha primeira vez ajudava. Caso perdido.

De saco cheio, agradeci a atenção de um moço de nome meigo, um pouco mais atencioso, e já ia embora...

- Espera..., diz o moço de nome meigo.
- Diga...
- Se vc quiser, a gente não precisa fazer nada... (Ei, vcs não já ouviram isso antes????). A gente pode só conversar...
- Conversar? Beleza, tudo bem.

Primeira dúvida do dia: Existem homens gracinha em salas de sexo virtual???

Bom, ficamos lá conversando, conversando... Só amenidades. Daí, uma hora, ele teve de ir embora (Ele, né? Eu continuava on line 24 horas).

- Pois é, adorei conversar com vc, Mel. Isso nunca tinha acontecido, entrar numa sala dessa e conversar com alguém, despediu-se ele. (Bingo, melissa já começou fazendo história na internet!!)

- Eu também gostei de conversar com vc. Desculpa ter te deixado sem sexo...
- Que é isso!! Conversar com vc foi melhor que dez dessas sessões de sexo!! (ok, ok considerando o nível da nossa conversa, deu para sacar a qualidade das “sessões de sexo” desses lugares, né?)

- E vc não vai deixar a sala?, perguntou o moço. (O quê?!? Ciúmes já?!)
- Vou sim, claro. Tá com ciúmes?
- Não. Só acho que vc é muito meiga para ficar num lugar desses. Tenho medo do que os caras podem fazer com vc...


Moral da história: Muito cuidado! Se a Internet me deixou uma menina meiga, pode fazer qualquer coisa com qualquer pessoa...

13.9.04

O mundo é dos velhinhos




Sem nenhum quêzinho de deslumbre, minha ex-cunhada, que trocou Brasília pela vida-chata de morar em Veneza, sempre nos contou os dramas de morar na Europa. Na lista de coisas – acreditem, existem várias coisas ruins de se morar no primeiro mundo – ela incluía a quantidade de velhinhos que existem na Itália. E o mais grave, como eles são conscientes de seus direitos e, por conseqüência, absolutamente xaropes e barraqueiros. “Faça qualquer coisa, fuja, mas não brigue com uma senhora italiana”, ela insiste em ensinar aos visitantes.

Óbvio que, da primeira vez que ouvi o conselho, eu ri. Achei o maior lindo (sou super fã de velhinhos, admito) saber que os idosos italianos lutam pelos seus direitos no ônibus, no banco, no mercado, em qualquer lugar. Achei o máximo. Até o dia em que assisti aqui mesmo, em Brasília, a versão brasileira do que Dani sempre criticou.

Estava eu saindo de casa no fim de semana, quando decidi passar na Belini para comprar umas comidinhas. Padaria high level, a Belini tem café da manhã e quitutinhos maravilhosos. Então. Estava eu, escolhendo um docinho, quando vi o primeiro velhinho em ação. Para pedir pães de queijo, ele passou na frente da galera, super na boa. Cantou a atendente de forma escancarada e bateu papo com todo mundo. Fez piadinhas. Não calava a boca. Se fosse 30 anos mais novo, seria um verdadeiro mala. Na beira dos 70, todo mundo encarou como “simpático”. Muuuuito simpático.

Dez minutos depois, fui para a fila pagar meus pães de queijo e quindins. Já impressionada com a quantidade de velhinhos da Asa Sul. Acostumada a morar no Guará e depois no Sudoeste, ainda não me habituei com a faixa etária da população do Plano. E, lá, na mega fila da Belini, um deles simplesmente ignorou todo mundo – outros contemporâneos dele, inclusive – e foi direto pagar as compras. O moço do caixa, coitado, ficou sem ter o que fazer, hesitou, demorou a pegar as compras. E tomou uma baita bronca pública.

“Em qualquer lugar do mundo, idoso tem preferência. Só aqui não somos respeitados”, bradou o velhinho, emendando um discurso de cidadania, respeito aos mais velhos, blá-blá-blá. Não satisfeito, largou as compras no caixa e saiu dando um verdadeiro escândalo. Ficou todo mundo chocado. Tudo bem, ele tinha mesmo direito. E todo mundo tem mesmo de respeitar os mais velhos. Mas... dá pra ser menos inconveniente ou barraqueiro? Afinal, cidadania tem a ver também com educação. Aqui ou no primeiro mundo.

11.9.04

Cansei de tentar ser mulher maravilha




Cansei. Enchi o saco, estou entregando os pontos. Não quero mais essa vida de mulher solteira-moderna-independente. Não sei quem foi a tonta que achou que sairíamos lucrando. Para quem vê de fora, tá tudo lindo. Maravilhoso. Me sinto uma típica leitora de Nova...

Sozinha, independente, com salário decente, carro novo, profissão legal, prêmios no currículo, um grupo maravilhoso de amigos, estilo (e modéstia, claro). Conheço Paris e Buenos Aires, freqüento barzinhos cools, baladas da moda. Leio bons livros, vejos bons filmes, ouço boa música. Vida social ativa, vida amorosa ainda mais agitada. Um ex. Telefones anotados na agenda. Enfim... o estereótipo da mulher solteira do século XXI. Tudo aparentemente perfeito.

O mais grave é que sou exatamente do jeito que queria ser quando tinha 13 anos. Nunca me imaginei com 30 anos casada, com filhos, cuidando da casa e do marido, num empreguinho meia bomba. SEMPRE me imaginei como a descrição acima. Talvez, com um pouco mais de grana, um pouco mais sedutora e com mais viagens carimbadas no passaporte. Mas exatamente assim.

O problema é que por trás de todo esse glamour, existe um fardo pesado. Principalmente para quem, como eu, vive sozinha. Com família em outro estado, ex-marido que não atende telefone e amigos tão ocupados quanto eu, acabo sozinha para cuidar de tudo. Da casa, do trabalho, do corpo, da mente, da vida social.

Tenho de cozinhar, lavar, arrumar. Também tenho de instalar o DVD, pôr o computador para consertar, trocar a lâmpada. Tenho de pôr óleo no carro e fazer a revisão. Mas também tenho de fazer as compras de supermercado. Tenho de trabalhar das 9h às 18h, sendo absolutamente competente. E ainda achar tempo para ser linda. Fazer unha, cuidar do cabelo – ei, alguém tem idéia do trabalho que dá ter o cabelo vermelho dessa cor estilosa? São hidratações semanais, tinturas mensais, corte, xampu pré-lavagem, modelador de cachos... ufa! – fazer exercícios, manter o guarda-roupa perfeito. Ceder à tentação do novo sapato da coleção da Arezzo, sem esquecer de que é preciso pagar a tv a cabo e a faxineira.

Não bastasse isso, ainda preciso ser culta. Arranjar tempo para ler, ir ao cinema, ouvir as últimas novidades do mundo da música. Sem desconhecer os clássicos de Chico Buarque a Led Zeppelin. Tá achando que acabou??? Não! Temos de dar atenção à família. Ligar, visitar, estar presente, animadíssima, aos almoços de domingos. E ainda ouvir as cobranças sobre casar de novo...

É por isso que cansei. Entrego os pontos mesmo. Quero minha mãe para acudir problemas domésticos e cuidar de mim quando eu estiver doente. Quero minha sobrinha me recebendo à noite, cheia de carinho, para me mostrar que aprendeu a escrever “titia eu te amo”. Quero um amor de verdade, que me diga “Pode deixar, meu amor, eu resolvo”. Dá?

10.9.04

Amanhã será um novo dia...




Cici foi embora. Ponto final. A vida continua. Ela feliz lá, eu tentando por aqui.


E é exatamente sobre felicidade que eu quero falar. Nesse processo ininterrupto de descobertas e transformações que assolou a minha vida nos últimos tempos, percebi um erro de existência seríssimo. Eu vivo à espera do amanhã. O tempo todo. Nas coisas mais simples e nas mais profundas, eu vivo à espera do futuro. Torcendo para que o presente passe correndo para o amanhã virar hoje e eu voltar a esperar pelo tempo seguinte.

Não é viagem. É uma situação simples. Eu começo a semana na expectativa da festa incrível que vai acontecer sábado. Ou do encontrinho programado para terça. Ou daquele evento importante do trabalho previsto para quinta. E por aí vai. Começo o mês esperando a data do pagamento. Ou o aniversário de alguém. Ou o dia de uma viagem. Começo o ano pensando nas férias. No carnaval, no São João, no meu aniversário, no Natal, nas férias de novo. E com a vida, isso fica ainda mais grave. Espero o novo emprego. Espero o último e definitivo amor. Espero a descoberta da nova vocação. Espero a grande viagem.

Tudo até estaria bem se isso ficassem apenas no campo dos planos e dos desejos. O problema é que meu presente passa a existir em função desse tempo futuro. E, se isso passa despercebido no período de espera da próxima festa, pesa para caramba enquanto espero um novo amor. Ou a tal grande viagem.

Tenho de aprender a viver o momento. Porque é ele, sim, que faz a minha vida. É nele que se guarda a felicidade. Não posso ser feliz amanhã. Só posso ser feliz hoje. E ontem, se não deu para ser feliz, virou tempo perdido.

Por isso, não quero mais esperar pela minha própria vida. Não quero viver de expectativas. Tenho 30 anos. Já tô passando a metade do caminho. Vivi muita coisa, claro, mas não dá mais para gastar esse tempo restante à espera de algo. É hora de aproveitar o que tenho hoje. De ficar feliz com o texto que escrevo neste momento. Com o telefonema que atendo agora. Com a música que escuto enquanto penso isso tudo (licença poética – estou no trabalho e o rádio está ligado na CBN, fazer o quê...).

9.9.04

Meninas superpoderosas



Hoje é o último dia da Cici na cidade. Vocês imaginam como estou me sentindo, né? Engraçado porque nos últimos anos ela se transformou em uma presença tão constante e tão óbvia na minha vida que não consigo imaginar como será quando milhares de quilômetros nos separarem – o que acontecerá em menos de 48 horas. Não sei como será não ligar para ela no final da manhã para marcar nossos almoços básicos. E almoçar com ela no Green´s. E tomar o tradicional expresso no Martinica do outro lado da rua. Não sei como será não ligar para ela à tarde, para contar o telefonema que acabei de receber, a bronca do chefe, o elogio, a piadinha. Ou simplesmente para marcar o que vamos fazer à noite.

Não sei como vou conhecer lugares novos na cidade, sem a minha amiga-descobridora-de-point-descolados. Acho que vou morrer indo aos mesmos lugares sem ela para me levar ao Azulejaria, à Oca da Tribo, à Querubina, ao Antiquarium, ao Your´s, a BPM... Não sei com quem vou trocar roupas em todas as grandes festas, quando já fazíamos produções contando com a peça do armário alheio. Ou pelo menos com um bom conselho sobre o que usar. Afinal, a gente sabe de cor o guarda-roupa uma da outra. A gente não só estava juntas na maioria das compras de roupas, como temos gostos muito parecidos – clássica história de quando eu fui ao BSB Mix sozinha, me apaixonei por uma blusa, e ela, momentos depois, foi lá sozinha e comprou exatamente a mesma blusa....

Mas, mais do que essas bobagens maravilhosas de melhores amigas, não sei como vou sobreviver sem a sensatez e a objetividade da Cici. Caramba, foram dez anos de terapia intensa ao lado dela. Como ela mesmo diz, eu sou louca. Inconsequente, irresponsável e super passional. Só ela conseguia me dar freio, me dar rumo, me dar bronca. Nesses anos todos, abri para ela meu coração como não abri a mais ninguém, nem mesmo ao meu querido ex. Aliás, graças a elas, sobrevivi às crises do casamento. E depois, ao fim do casamento.

Sei que amizade como essa não acaba. E que a decisão dela de ir embora é a mais acertada no momento. Acredito que, no fundo, ela passou os últimos anos se preparando para algo assim. Eu é que não. Eu é que não estou preparada para isso. Bom, enfim, gatinha, encontro você em NY. Te amo.

2.9.04

Cardápio masculino



Por sugestão do meu querido amigo João, aí está o cardápio básico dos homens que cruzam o caminho de uma boa menina. Por favor, meninos, não reclamem se soar muito “homem-objeto”, ok? É apenas uma brincadeira inocente...

Refeição completa

Homem Barco de sushi – Tudo de bom. Delicioso, saudável, chique, cool, caro e não faz mal nenhum. Mas óbvio, agrada basicamente as mulherzinhas...

Homem Texmex – Divertido, apimentado, delicioso. Mas, encarar todo dia enjoa. Além disso, pode ter efeitos colaterais no dia seguinte. Principalmente quando vem acompanhado de tequila...

Homem Feijoada – É povão, é roots, é de se acabar. Mas você só se anima de vez em quando e, depois, fica morta.

Homem Pizza – Simples, sem muito requinte, mas sempre delicioso. O básico que satisfaz, sem erro.

Homem Massa – Tem de estar no ponto certo. Se você der sorte, pode ser inesquecível. Se der azar e pegar com molho errado, pode ter gosto ruim, ser enjoativo e causar um grande mal-estar.

Homem Risoto de Funghi – A aparência não é lá muito boa, mas se você encarar, se delicia!

Homem Profiteroles – é o típico ex. Delicioso, te proporciona momentos únicos de prazer, mas depois te deixa corroída pela culpa de ter caído em tentação.


Fast-food

Homem Mc Donald´s – Prá lá de trash, mas tem fãs ardorosos. A gente encara num lanche rápido e eventual.

Homem Marietta – Saudável, gostoso e politicamente correto. Mas, às vezes, nos deixa com um pouco de vontade de pecar mais.

Homem Pipoca – Acompanha um cineminha e pronto. No máximo, uma sessão da tarde em casa.

Homem Muphins ou Pacote de Bono – Ideal para momentos de carência. É delicioso, mas não pesa na consciência como um profiteroles, já que pode ser consumidos em doses homeopáticas.

Homem Toda Hora Integral – Nutritivo, sem contra-indicações, pode ser a salvação quando fome aperta e não se tem previsão para um lanche de verdade. Não tem muita graça mas, em compensação, pode ser levado para qualquer lugar.

Homem Cachorro-quente da esquina ou Homem Skys – Encaramos em final de noite, depois de uma acabação, só para não ir para casa com fome...

O outro lado do caminho



(continuo com muito trabalho, ok? Daí a falta de tempo para escrever aqui...)


Esses últimos dias reconheci em todos nós um hábito horrível: sempre achamos que nosso ponto de vista é o correto sem nos darmos sequer ao trabalho de considerar o ponto de vista do outro que passa pela mesma situação. Sabe aquele papo de analisar as duas versões de uma mesma história? Pois é. Aquele fundamento básico do jornalismo – ouvir o outro lado –, que nós, jornalistas, acabamos cumprindo de forma burocrática, na redação e na vida. Sem nunca pensarmos seriamente sobre qual é o outro lado da moeda (ok, ok, desculpem o clichê, estou perdendo a prática e o talento).

Então. Digo que reconheci um “hábito” porque acho que fazemos isso de maneira quase involuntária. Mais ou menos como uma reação natural às coisas que enfrentamos. Sim, porque essa mania de querer enxergar apenas o nosso lado e, o mais grave, de acreditarmos que só ele é o justo e o correto, vale para tudo. De relacionamentos a trabalho, de brigas de família a amigos precisando de conselhos.

O lance é que, em algum momento de nossas vidas, acabaremos mudando de posição. Invariavelmente. Hoje posso ser a namorada traída, amanhã, a traidora e no dia seguinte, a outra. Posso ser a jornalista de denúncias e depois a assessora de imprensa do denunciado. Posso passar de subordinada explorada para a chefe que tem de lidar com empregados desmotivados. Posso ser a filha sem tempo para mãe carente e, depois, a irmã precisando de ajuda do irmão sempre ocupado. E por aí vai. Exemplos temos aos montes.

Acontece que nos últimos dias, talvez por conta dos maus agouros de agosto, vivi e presenciei várias dessas situações. Vi a traída, a traidora, a outra; a assessora e a jornalista; a subordinada, a chefe. Gente do bem em todos os casos, o que inviabilizou a adoção daquele juízo de valor que já trazemos pronto na memória. Não havia bandidos, canalhas, vítimas, escrotos... Só gente enfrentando momentos difíceis.

E aí tive certeza do estrago, muitas vezes irremediável, que uma atitude irresponsável, inconseqüente ou arrogante pode causar. E mesmo gente do bem corre o risco de tomar alguma dessas atitudes, principalmente sob pressão. Percebi que parar por um minuto, para se colocar no lugar do outro, ou lembrar de onde estávamos antes, pode salvar uma situação. Ou, se isso não for possível, pode ao menos nos possibilitar atitudes mais nobres, generosas e compreensivas. Dignas de uma boa menina.

Esse papo quase careta é para lembrar a todo mundo – e principalmente a mim mesma – a importância de se mudar de perspectiva quando nos deparamos com situações difíceis. Muitas vezes, até mesmo uma mudança geográfica ajuda. (Tive dois casos concretos no último ano: a viagem para Argentina, que me deu uma visão diferente da que eu tinha de mim mesma, e a viagem para Bahia, que mostrou uma nova perspectiva da vida de solteira).

O principal é tentar ter a dimensão do todo. Entender que o caminho não está restrito ao pedaço que enxergamos dele. Pode haver um atalho ali na frente, escondido atrás da pedra, mas que só descobriremos se passarmos pro outro lado da estrada.

Isso, people. Ampliar horizontes.

A música nas sombras

Aonde vc vai meu sonho vai, meus sonhos vão
a parte quente que pressente a tua mão, meu coração
Você que faz a minha vida variar


Vida boa, Fausto Nilo e Armandinho


Eu não sei se com todo mundo funciona assim, mas a minha memória é ativada por música muito mais do que por qualquer outra coisa. Quer dizer, mais do que uma foto, um cheiro, um lugar ou um objeto, uma música consegue trazer lembranças de volta com uma força fenomenal. Apenas ouvindo uma canção qualquer, eu consigo lembrar de uma pessoa ou de um momento com uma riqueza de detalhes – e o mais importante, uma riqueza de sentimentos – impressionante.

Isso vale para absolutamente tudo. Tem uma música que o Caetano gravou, Vida Boa, que me lembra a minha infância em Salvador, o carnaval, os bailes infantis... e eu sou simplesmente apaixonada por ela. Em um show na Concha Acústica, há uns três anos, quando ele a cantou, eu chorei de pura felicidade. E a música continua me deixando assim até hoje.

Claro que ter lembranças associadas às músicas não é nenhum grande transtorno. Na maioria das vezes, é bem legal. Como quando a música te lembra coisas felizes. Como save a prayer, que me lembra Buenos Aires. Ou Asererê, que me lembra a viagem à Europa (é sério, tinha a propaganda de um filme com essa música que tocava o tempo todo e eu associei, fazer o quê?). Exemplos não faltam. Feel me lembra Roma. Os hits do Red Hot me lembram o André (comentarista fiel desse blog). E Lips like sugar me lembra minha amiga Cici (de malas mais que prontas para ir embora, aliás).

O problema é quando não consigo desvincular as músicas das lembranças. Daí, a situação pode se transformar em uma grande injustiça. Eu fico sujeita a nunca mais ouvir um bom som sem que ele imediatamente me lembre alguma coisa ou alguém. Odeio Maria Rita hoje, por exemplo, porque quem me apresentou à pobre coitada foi um MALA (assim mesmo, em caixa alto). Só de ouvir aquela voz parecida com a da Elis, sinto calafrio...

Duro também foi o show do Benjor. O cara é o máximo e eu sempre o adorei. Mas hoje, tudo no Jorge Ben me lembra meu ex-husband-nego-lindo-chatinho. Ele adora o som do cara e a gente ouviu muito Benjor juntos. Até ficamos arrasados por estar fora da cidade no último show que ele fez aqui, em 2002. A relação Benjor/ex ficou ainda maior nas minhas lembranças quando o chatinho (o ex, não o Jorge) roubou outro dia o meu cd ao vivo, que eu adorava. Enfim, no show, eu tava fazendo um mega esforço para desvincular os dois na minha memória. Para simplesmente curtir o show, que foi maravilhoso. Mas não adiantou. Rolou Taj Mahal e eu desmontei. Uma maldade. Tomara, ao menos, que tenha um bando de gente ouvindo música e lembrando de mim por aí também...

1.9.04

Mas que nada...



Eu não desisti de ter um blog, não!! É que simplesmente ando sem tempo e inspiração. Na verdade, não tem acontecido nada de interessante na minha vida que renda bons posts...

Aliás, uma coisa precisa de registo aqui: o show do Jorge Benjor no último domingo, na Ermida Dom Bosco. Simplesmente maravilhoso. O velhinho – ele tem nada menos que 62 anos – continua incrível. Talentoso, charmoso, carismático. E animadérrimo. Super bacana.

...

O problema, porém, é que estou na fase da entre-safra. Esse papo de acordar às 7h para trabalhar mudou totalmente meu relógio biológico. E agora não dou conta mais de acompanhar meus amigos jornalistas nas baladas durante a semana. Neguinho marca de sair às 22h. Pô, à meia-noite eu já tô acabada!!! Fazer o quê... E sem boas nights, fico sem boas histórias.

Além disso, esse período de licença tá valendo também para a guerra. Eu tô de altas. Sem nenhum bonitinho louco para garantir a manutenção desse blog. Aliás, estávamos eu e a Val dando uma olhada nos livros da Siciliano – sim, somos boas meninas cultas e batemos pontos em livrarias – quando encontramos o que considerei uma das grandes pérolas entre as teorias de relacionamentos.

(desculpa, Felipe, sou monotemática mesmo)

Era o seguinte. O livro, cujo título era algo semelhante a “Enquanto o amor não chega”, fazia o seguinte paralelo: o amor é como um bom jantar. Demoramos um certo tempo para prepará-lo. E enquanto somos obrigados a esperar ele ficar pronto para nos deliciarmos, podemos enganar a fome com um lanchinho qualquer.

Fantástico, não?? Depois de uma análise profunda, eu e a Val chegamos à conclusão de que estamos empaturradas de lanchinhos. Eu, pelo menos, andei comendo tanta bobagem... Sei lá, chips, biscoito recheado de chocolate, sorvete, pipoca... sabe aquelas coisas deliciosas, mas que não enchem a barriga e, em excesso, engordam e te dão gastrite? Pois então. Foram os meus lanchinhos dos últimos tempos. E a droga do jantar parece que nunca vai ficar pronto...

Então, parei de comer. Agora, quando a fome apertar, encaro apenas lanchinhos lights, tipo sanduiche do Marietta. Não tão atrativos quanto um pacote de Bono de chocolate, mas bem mais saudável. E, no final, acabam te alimentando melhor mesmo. O único problema é que estamos correndo o risco de ir comendo tantos lanchinhos que, na hora em que o jantar estiver pronto, não estaremos mais com fome. E podemos só dar uma beliscadinha no prato para depois dispensá-lo...